Aves e Selos II

A Terra das Manhãs Serenas

G.Barat - França

Nesta segunda viagem ornito-filatélica faremos uma escala na Ásia: a Coréia. Mais precisamente na Coréia do Norte (DPR of Korea) que emitiu, em 1976, esta série de selos consagrada a uma família que reagrupa alguns das mais belas aves do mundo: os Faisões. Espero que muitos leitores aproveitem a ocasião para se estimularem na criação dessas aves.

Algumas palavras sobre a Coréia, península da Ásia do sudeste, banhada a oeste pelo Mar Amarelo e a este pelo Mar do Japão, enquanto que ao norte os rios Yalu e Duman a separam da Manchúria. O norte do país é montanhoso com cordileiras de 1200 m, o sul é atravessado longitudinalmente cadeia de Taebaeg. Independente em 1943, a Coréia conheceu uma longa guerra civil (1950-53), o país sendo separado em duas repúblicas, uma do norte de obediência comunista, outra do sul ficando pro-ocidental.

Uma menor população no norte e suas zonas montanhosas, bem como seu clima mais rude, têm permitido manterem-se em estado silvestre numerosos faisões. Não temos intenção de escrever aqui um artigo aprofundado e sim de admirar tudo com simplicidade.

Comecemos por duas aves das mais coloridas e belas. Em primeiro lugar o suntuoso faisão-dourado, do gênero Chrysolophus de proporções perfeitas. Ele reina nos planaltos da Ásia Central, na China.

Em seguida vem outro representante deste mesmo gênero, o faisão-de-Lady-Amherst, o "Lady". Seu território cobre do sudeste do Tibet até a alta Birmânia. Esta bela ave, bem espalha nos nossos méritos melhor que uma olhadela embotada: esse faisão é o príncipe da floresta.

Do gênero Syrmanticus emerge o interminável faisão-dourado, das montanhas da China central e setentrional. Sua imensa cauda o faz praticamente igual aos pavões pelo seu comprimento. Belicoso e feroz, ele é uma ave do tipo espetacular-selvagem.

Já o faisão comum, com o colar branco que o identifica sem dificuldade, empoleira-se em grande número nos muros que rodeiam a mansão de Rambouillet. Os parisienses conhecem.

Este faisão tem numerosas mutações, inclusive uma toda branca. Ele surpreende com seu turbilhão de plumas cintilantes.

Hóspede igualmente dos nossos parques, porém menos freqüente, o faisão-prateado do sudeste asiático até Tonkin, passeia majestosamente no seu belo traje prateado finamente estriado de cinza suave. Certas espécies raras são parecidas. Um raio de luz na penumbra de um bosque. Confesso que tive dificuldade de identificar esta última ave, a confundindo com o raríssimo faisão-de-Bulwer, das florestas de Bornéo. Mas a ausência da cauda branca característica me fez pender finalmente em favor de Tragopan de Temminck das montanhas tibetanas. A ilustração torna mal a plumagem suntuosa desta bola vermelho-cerâmica colocada em destaque pelos ornamentos que enfeitam a cabeça. Rara no cativeiro, mas criada nas cercanias de Paris, esta ave é sublime na luz da pequena manhã.

Um grande agradecimento aos artistas coreanos por este florilégio excepcional de plumas e de harmonia.

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Tradução:PSF

 

 

 

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