A «Comissão Científica do Ceará» (1859-1861) e sua relevância para as coleções de aves do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

A esplêndida técnica de preparação das peles oriundas dessa coleção e sua correta autoria a luz dos documentos originais.

José Fernando Pacheco - Rio de Janeiro-RJ

Dentro do contexto das atividades culturais desenvolvidas durante os dois últimos anos, os jornais e a televisão destacaram o projeto «O Brasil dos Viajantes». O que seria o «olhar estrangeiro sobre quatro séculos de formação sócio cultural do Brasil» incluiu em sua programação uma exposição no Museu de Arte de São Paulo, um livro (Beluzzo, 1994) e uma série para a televisão.

Esse projeto desenvolvido pelo núcleo de História da Arte da USP, visou especialmente a divulgação do acervo iconográfico sobre o Brasil existente nas coleções internacionais e seu contexto histórico. Embora desvinculado do cenário exclusivo das expedições científicas, o projeto reforçou claramente a forte associação entre artistas, viajantes e naturalistas estrangeiros. Restringindo esse processo às atividades dos naturalistas viajantes no território brasileiro e em especial ao campo da zoologia, é notório que as iniciativas científicas de exploração das riquezas deste país ficaram a cargo quase exclusivo dos estrangeiros até bem pouco tempo. Muitas das narrativas de viagens realizadas por estrangeiros ainda estão inéditas em português, embora tenham sido, às vezes, traduzidas para diversos idiomas. Uma frase que li certa vez, em tom de desabafo, se encaixa perfeitamente neste contexto: «Só o Brasil continua a desconhecer o Brasil». As iniciativas de reverter essa paradoxal situação datam do século passado e é sobre uma delas que esta nota se faz, mas evidentemente dentro do prisma da Ornitologia.

A rara oportunidade de inventariar a mais antiga coleção de aves existente no Brasil determinou o início do meu interesse pela História da Ornitologia. Folheando os livros de registro de entrada de material coletado (livro de tombo) e acessando documentos originais nos arquivos administrativos do Museu nacional do Rio de Janeiro (MNRJ) fui aos poucos tentando associar pesquisadores, coletores, locais e espécies de aves com a cronologia das expedições. Em 1983 iniciei um trabalho de levantamento de dados a respeito da formação e crescimento das coleções ornitológicas dessa instituição. Reconhecendo o notável e vasto conhecimento adquirido por Olivério Pinto (1896-1981), nestor da Ornitologia Brasileira, nas questões relativas à história e assim mantendo as indispensáveis proporções, comecei a planejar o que seria uma «História das coleções ornitológicas do Museu Nacional» ao estilo do que Olivério Pinto (1945) realizou para as coleções ornitológicas do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP). Embora problemas de ordem pessoal tenham interferido na continuidade do almejado projeto, essa busca de informações permitiu a oportunidade, dentre outras, de aprender um pouco também sobre as iniciativas brasileiras, no século XIX, que visavam conhecer diretamente as riquezas naturais do nosso país.

 

A coleção de aves do Museu Nacional no século passado

No século passado, o MNRJ participou diretamente deste processo por polarizar a atividade científica nacional, relacionada com a História Natural desde sua fundação (1818). As duas outras seculares instituições congêneres brasileiras vinculadas ao campo da Zoologia foram fundadas mais recentemente. Em 1891 o Museu Paulista - mais tarde Museu de Zoologia da USP (MZUSP) e, em 1894, o Museu Paraense - mais tarde Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).

A primogenitura do MNRJ e sua coleção de aves não se refletiu na precedência dos dados até os nossos dias. Em 1897, o MNRJ possuía cerca de 10.000 peles (seriadas ou montadas para exposição) contra cerca de 3000 existentes no acervo do MZUSP (Pinto 1945) e cerca de 650 no MPEG (Snethlage, 1914). Enquanto o MNRJ possuía quase 80 anos de atividades, os dois outros museus eram instituições recém implantadas. O MPEG levou apenas 18 anos para alcançar a marca de 10.000 peles em seu acervo e o MZUSP atingiu esse patamar com 25 anos de existência. A diferença básica entre as coleções de aves dessas instituições é que enquanto uma parcela pequena das coleções do MZUSP e MPEG eram compostas de peles sem indicações, o inverso acontecia com as peles do MNRJ. Em 1897, data do inventário de Miranda Ribeiro e seus colaboradores apenas 10% das peles possuíam etiquetas com localidade de coleta, o mais básico dos dados.

Esta discrepância de tratamento científico do acervo pode ser atribuída às origens dessas coleções. As coleções ornitológicas seriadas do MZUSP e MPEG começaram de forma organizada ainda no início e foram formadas basicamente pelo acúmulo de exemplares trazidos pelas expedições oficiais destas instituições, num programa exploratório planejado. A orientação científica imprimida pelos seus primeiros responsáveis, Drs. Hermann von Ihering (1850-1930) e Emilia Snethlage (1868-1929), respectivamente, garantiu a organização do acervo dentro dos padrões científicos vigentes nas mais importantes coleções européias. O MNRJ não teve esse mesmo privilégio.

Embora existam registros de que célebres pesquisadores e coletores estrangeiros tenham contribuído com as coleções do MNRJ nos seus primórdios, onde aparecem os nomes de Natterer, Sellow, Saint-Hilaire e Langsdoff (Feio, 1960), nenhum exemplar antigo traz qualquer indicação sobre esses ilustres colaboradores. As peles mais antigas do MNRJ, que trazem indicações básicas em suas etiquetas, datam de 1872 e foram colecionadas por Domingos Ferreira Penna (1818-1888, fundador do Museu Paraense) no baixo Amazonas. Duas hipóteses principais poderiam explicar a grande quantidade de peles, sem indicações na coleção antiga do MNRJ: primeiro, o fato de que as coleções não teriam sido constituídas, na sua maior parte, para fins científicos e assim apenas teriam a finalidade principal de compor a exposição destinada ao público; segundo, que os dados de suas etiquetas de campo, caso existentes, estiveram em um livro de tombo que se extraviou. Como paralelo dessa situação podemos citar que as coleções entomológicas do MNRJ remanescentes do século passado, possuem apenas uma etiqueta numerada. Consta que os dados de toda a antiga coleção de insetos estavam lançados em um fichário que também, igualmente, se extraviou (J.Becker, com.pessoal).

Folha de rosto dos trabalhos da Comissão Científica de Exploração (1862)

A Comissão Científica do Ceará - criação, itinerário e duração

A maior das coleções de aves depositadas no MNRJ no século passado teve origem nos trabalhos da Comissão Científica de Exploração pelo Estado do Ceará e deu entrada na instituição em meados de 1862. A própria biblioteca do MNRJ teria sido iniciada (julho de 1863) com volumes antes pertencentes ao patrimônio da Comissão (Cunha, 1966). A Comissão foi a primeira das iniciativas genuinamente brasileiras que objetivou explorar as riquezas naturais do país. No sentido de fornecer subsídios para melhor entendê-la e avaliar sua relevância dentro do contexto da Ornitologia Brasileira é que passo a expor dados gerais sobre a sua história.

Em 1856, sob a iniciativa do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), sediado no Rio de Janeiro, foi criada uma comissão de engenheiros e naturalistas com a finalidade de explorar as regiões menos conhecidas do Império. Essa expedição científica, que a imprensa oposicionista, traduzindo lamentável mentalidade, batizaria pejorativamente de «Comissão das Borboletas», escolheu para teatro inicial de seus trabalhos a província do Ceará (Pinto, 1955). As sessões do IHGB - da qual costumeiramente tomava parte S.M. O Imperador Pedro II - foram o ponto de partida para a criação e estruturação da «Commissão Scientífica de Exploração», denominação oficial da época. O IHGB encaminhou ao titular da pasta do Império em 17 de julho de 1856 os seguintes nomes como indicados para chefiar as cinco seções da Comissão: Francisco Freire Alemão (Botânica); Guilherme Schüch de Capanema (Geológica e Mineralógica); Manoel Ferreira Lagos (Zoológica); Giacomo Raja Gabaglia (Astronômica e Geográfica) e - o famoso poeta - Antônio Gonçalves Dias (Etnográfica e Narrativa da Viagem).

A Comissão, após grande atraso, partiu do Rio de Janeiro em 26 de janeiro de 1859, a bordo do vapor Tocantins, chegando em Fortaleza no dia 4 de fevereiro, levando os membros da comitiva e volumosa bagagem. As seções Botânica e Zoológica, conforme anteriormente acordado, fizeram juntas a maior parte das viagens ao interior da província e, embora tenham limitado seus trabalhos quase exclusivamente ao território do Ceará, visitaram brevemente territórios adjacentes nos Estados vizinhos de Pernambuco e Piauí (Braga, 1962).

Após seis meses de permanência em Fortaleza, onde os membros das várias seções empreendiam excursões às serras próximas, foi realizada a primeira viagem ao interior na segunda quinzena de agosto. Segundo itinerário divulgado por Freire Alemão (1862) foram as seguintes localidades visitadas com as respectivas datas: em 16 de agosto as seções botânica e zoológica saíram da cidade de Fortaleza com destino à cidade de Aracati, onde chegaram em 27 do mesmo mês e aí permaneceram por vinte e três dias. Em meados de setembro, aproveitando as ribeiras do Jaguaribe, adentraram até a cidade de Icó, onde chegando no dia 7 de outubro estacionaram por quarenta dias. Neste trajeto fizeram parada em Pedras Russas (atual Russas) entre 17 e 19 de setembro, onde o pintor oficial da Comissão, José dos Reis Carvalho, desenhou alguns cenários (veja a figura). A seguir visitaram por doze dias a localidade de Lavras da Mangabeira. Deixando Lavras em 3 de dezembro chegaram em Crato no dia 8 onde se fixaram até abril de 1860. Neste período aproveitaram para explorar detidamente a Chapada do Araripe, realizando breves visitas no lado pernambucano da região dos Cariris. Em maio partiram de Crato em direção à Serra do Baturité atravessando o centro do Ceará, com paradas em Assaré, Saboeiro, Tauá, Serra Grande (divisa com o Piauí), Inhamuns, Mombaça e Quixeramobim. Entre junho e agosto exploraram a serra de Baturité.

Somente em 9 de outubro de 1860 a Comissão tomou o destino do oeste para explorar a região limítrofe com o Piauí, em sua segunda peregrinação. Em 1º de dezembro alcançaram Viçosa do Ceará - na época Vila Viçosa - onde permaneceram todo o mês com o intuito de explorar a região da serra do Ibiapaba. Em seguida exploraram a serra de Meruoca (2 de janeiro de 1861), os arredores de Sobral (9 de janeiro) e vizinhanças de Canindé (29 de janeiro). Em fevereiro retornaram à serra de Baturité onde permaneceram trabalhando até o dia 17 de maio.

Dissenções e competição entre diversos de seus membros, questões de ordem e outras, prejudicaram em muito o êxito das explorações. Por esses motivos a Comissão deu seus trabalhos por encerrados no primeiro semestre de 1861, retornando ao Rio de Janeiro em 13 de julho, depois de dois anos e cinco meses de explorações (Garcia, 1922; Braga, 1962).

 

O acervo ornitológico da Comissão Científica do Ceará e sua relevância

A coleção de aves coletadas pela Comissão excedia, segundo relatório do responsável (Lagos, 1862) a 4000 exemplares, sendo 2/3 das espécies representadas, novas para a coleção do Museu Nacional. Este acervo precioso nunca foi divulgado integralmente. Embora algumas grandes séries ainda existam nas coleções atuais (p.ex., Icterus jamacaii e Paroaria dominicana), uma parcela considerável dos exemplares se perdeu, aparentemente, por inadequada conservação e/ou permuta com instituições estrangeiras. Uma parte da coleção foi montada e ficou muito tempo na exposição pública do Museu, antes da atual que lá está, organizada em 1959 por Helmut Sick. Parte deste material «desmontado» foi anexada às coleções seriadas, mas uma parte significativa não pôde ser reaproveitada por estar muito danificada por anos de exposição à poeira e à luz (H.F.Berla, com.pess.).

Outros produtos planejados como resultado dos trabalhos da Comissão seriam a publicação de memórias relativas a vários segmentos da História Natural. Esses resultados não vieram a lume, embora suspeita-se que alguns desses chegaram a ser elaborados. Em 1866, p. ex., o relatório ministerial do Império anunciava a conclusão da parte iconográfica da «Ornitologia Cearense», com cerca de 500 estampas. É completamente desconhecido o destino desse precioso acervo. Onde andará essa valiosa contribuição? (Braga, 1962). Algumas belas litografias de aves do período da Comissão fazem parte do acervo iconográfico do MNRJ. Consta que Freire Alemão, na ocasião diretor e ex-presidente da Comissão Científica da Exploração, teria ordenado o artista Heinrich Fleiuss, através de ofício de 21 de dezembro de 1867, a entregar quadros pertencentes à Comissão que estariam em seu poder (Doc. 108 - 1867, MN).

As coleções ornitológicas do MNRJ no final do século passado (1897) somavam 3.130 exemplares segundo Miranda Ribeiro (1928). Uma estimativa por mim realizada através de consulta aos livros de entrada das coleções revelou um número consideravelmente maior na virada do século, algo em torno de 9000 a 10000 exemplares. O cômputo fornecido por Miranda Ribeiro não contemplou aparentemente toda a coleção seriada e deixou de fora - conforme tenta indicar nas entrelinhas - os exemplares montados para a exposição. De qualquer maneira, a julgar por nossas estimativas e por uma relação existente no número inaugural dos Arquivos do Museu Nacional (Anônimo, 1876), as coleções advindas da Comissão Científica de Exploração representavam mais de 50% das coleções da época.

A esplêndida técnica de preparação das peles de aves e sua autoria

Melo Leitão (1937:239) atribuiu as preparações das milhares de aves colhidas pela comissão a Manoel Ferreira Lagos (1816-1871), afirmando que «seria trabalho de um discípulo dileto de Natterer» para elogiar a mestria com que foram preparadas. Miranda-Ribeiro (1928) afirmara antes que «o material da Commissão scientifica é reconhecível tão somente pela esplêndida technica do preparador Bordallo; não tem uma única etiqueta». Ambos se equivocaram. Ultimamente, revisando a informação contida no capítulo de História da Ornitologia Brasileira do livro de Helmut Sick (1985, 1993) constatei que o nome de Bordallo aparece ratificado como responsável pela técnica aprimorada de preparação das peles de aves, oriunda da célebre Comissão, e decidi reparar este equívoco, reunindo evidências em contrário.

Segundo o relatório publicado pelo próprio Lagos (1862), Abreu (1919) e documentos originais depositados no acervo do IHGB foram ajudantes de Lagos os naturalistas-preparadores João Pedro Vila-Real e Lucas (Luiz) Antônio Vila-Real. Aos dois irmãos, principalmente a João Pedro deve-se o belíssimo estilo de preparação das aves.

A atribuição de autoria das preparações a Bordallo feita por Alípio de Miranda Ribeiro (1874-1939) recai sobre Manoel Francisco Bordallo, preparador da seção de zoologia do Museu Nacional entre 1865 e 1874 (Lacerda, 1905). Miranda Ribeiro que ingressara no Museu Nacional em 1894 e dois anos depois «empreenderia uma revisão das séries aludidas» da coleção de aves (Miranda-Ribeiro, 1928), deve ter relacionado o nome de Bordallo à Comissão por informação recebida provavelmente de Eduardo Teixeira de Siqueira ou Carl Schreiner. Esta hipótese se baseia na colaboração direta desses dois funcionários do MNRJ ao trabalho de revisão e identificação do acervo ornitológico divulgado por Miranda Ribeiro e ao fato de que ambos teriam sido colegas de Bordallo nos anos 1870.

Parece que a atividade de Bordallo se restringiu, na qualidade de preparador, a trabalhos de rotina relacionados com a curadoria das coleções zoológicas e botânicas. Não consta que tenha participado de qualquer atividade de colecionamento, tarefa que na ocasião cabia aos naturalistas viajantes. Não há, portanto, registros da participação de Bordallo em qualquer outra atividade relacionada a ornitologia além da sua pretensa participação como preparador da Comissão. É certo apenas que as coleções de aves depositadas no MNRJ ficaram sob sua guarda durante os cinco anos que efetivamente serviu a instituição. Embora tenha falecido em 1874, no exercício da função, Bordallo esteve enfermo - na maior parte do tempo - hospitalizado deste 1870, segundo vários atestados médicos existentes no arquivo administrativo do MNRJ.

Lagos, devido às suas múltiplas atividades (Pacheco, 1995), pouco se ocupou dos trabalhos de conservação, identificação e inventário da grande coleção zoológica trazida pela Comissão. A coleção de aves e outros animais ficou por algum tempo sob os cuidados de Lucas (Luiz) Antônio Vila-Real, auxiliar da seção zoológica da Comissão e adjunto da 1ª seção do MNRJ desde 1º de junho de 1855. O falecimento de Lucas Antônio, em 1862, e a permanência do irmão João Pedro, no Ceará, onde contraiu matrimônio, privaram estes exímios preparadores de zelar pela coleção que ajudaram decididamente a constituir (Lacerda, 1905; Braga, 1962).

Os exemplares da Comissão, reconhecidos pelo estilo de preparação, foram de fato muito bem taxidermizados e estavam até 1983, na maioria dos casos, em bom estado de conservação. Tal acervo se caracteriza pelo bom acabamento da preparação em série. O formato final da peça apresenta proporções bem dimensionadas, conseguida com a distribuição equilibrada do material de enchimento e asas bem posicionadas em relação ao tronco. As peças foram recheadas com palha seca - como usualmente se fazia - e estão com penas bem arrumadas e tarsos cuidadosamente amarrados.

A atribuição errônea de autoria das belas preparações de aves da Comissão Científica, como aqui apresentado, serve como lição das aparentes contradições da pesquisa bibliográfica. Equívocos que são publicados e mais tarde absorvidos pela literatura regular, gerando desinformação são relativamente freqüentes. Sick, neste caso, apenas «confiou» na informação publicada por Miranda-Ribeiro. Esses erros costumam ser transmitidos de autor para autor e podem aparecer ao lado de outras informações bem fundamentadas dificultando sua detecção. A esse tipo de informação copiada geração após geração, o famoso escritor de divulgação científica, Stephan Jay Gould costuma chamar de «Histórias de cartolina». Eu prefiro utilizar - por achar mais adequado em português - a expressão «erro em cascata». Muitas dessas falhas estão disseminadas na literatura ornitológica e podem ser percebidas com a checagem das fontes originais da informação.

Aquarela de José dos Reis Carvalho, artista da Comissão, retratando a localidade de Pedras Russas, Ceará em 17 de setembro de 1859.

Agradecimentos

Consigno aqui meu reconhecimento pelo auxilio prestado por P.S.M. da Fonseca, Luis P. Gonzaga e Claudia Bauer pela revisão crítica do manuscrito. Sou grato ao Prof. J.Becker pela discussão e fornecimento de informações atinentes às antigas coleções zoológicas do MNRJ, ao Prof. Melquiades Pinto Paiva e ao Sr. Luiz J. Gintner pela informação prestada sobre fontes bibliográficas relativas à Comissão. Esta nota é dedicada a memória de H.F Berla (1912-1985), antigo ornitólogo do MNRJ que muito contribuiu no esclarecimento de detalhes relativos à história das coleções de aves, quando da minha passagem por esta instituição.

 

Bibliografia citada

 

Abreu, 1919. A Comissão científica de 1859. Rev. Inst. Ceará. 33: 199-208.

Anônimo, 1876. Computo geral das collecções zoologicas existentes no Museu Nacional. Arch. Mus.Nac.,1: 101-132.

Beluzzo, A.M.M. 1994. O Brasil dos viajantes. São Paulo: Fundação Odebrecht.

Braga, R. 1962. História da Comissão Científica de Exploração. Fortaleza: Imprensa Universitária do Ceará.

Cunha, D.F.F. 1966. História da Biblioteca do Museu Nacional. Rio de Janeiro: Museu Nacional. (Série Livros, nº3)

Feio, J.L.A. 1960. O Museu Nacional e o Dr. Emílio Joaquim da Silva Maia. Publ. Av.Mus. Nacional, nº35.

Freire Alemão, F. 1862. Relatório da Seção Botânica. pp. 93-119. In Trabalhos da Commissão scientifica de exploração. I. Introdução. Rio de Janeiro: Laemmert.

Garcia, R. 1922. História das expedições científicas pp. 856-910. In Instituto Geográfico Histórico Brasileiro. Diccionário Histórico, Geográfico e Ethnographico do Brasil. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional.

Lagos, M. 1862. Relatório da Seção Zoológica. pp. 144-160 In Trabalhos da Commissão scientífica de exploração. I. Introdução. Rio de Janeiro: Laemmert.

Lacerda, J.B. 1905. Fastos do Museu Nacional. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional.

Melo Leitão, C. 1937. A biologia no Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional. (Biblioteca Pedagógica Brasileira. série 5ª, vol 99.)

Miranda Ribeiro, A. 1928. Notas ornithológicas. VI-a. Documentos para a historia das collecções de aves do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Bol. Mus.Nac., Rio de Janeiro, 4 nº3: 3-21.

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Pinto, O.M.O. 1945. Cinqüenta anos de investigação ornitológica. Arq. Zool. São Paulo. 4 (8): 261-340.

Pinto, O.M.O. 1955. A zoologia no Brasil. pp.93-148. In Azevedo, F. (org.) As ciências no Brasil. v.2. São Paulo: Edições Melhoramentos.

Sick, H. 1985. Ornitologia Brasileira, uma introdução. Brasília: Ed. Universidade de Brasília.

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Snethlage, E. 1914. Catálogo das aves amazônicas contendo todas as espécies descriptas e mencionadas até 1913. Bol.Mus. Paraense Emilio Goeldi, 8:1-530.

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