Edição Número 78- JULHO/AGOSTO de 1997 - Pág. 10 -ISSN 0104-2386

AO Number 78 - July/August 1997 - P.10

 

Amazona kawalli visto por Kawall

 

Nelson Machado Kawall- São Paulo

 

O tempo vem passando, mais livros e revistas registram-no, mas por não ser uma espécie descrita e classificada de uma forma convencional, ela deu margem a pequenas distorções. A minha proposta é contar sob minha visão os fatos relacionados com a "descoberta" dessa nova espécie. A história da história.

Durante os já muitos anos que me dediquei aos psitacídeos, colecionando-os em cativeiro, fui muitas vezes solicitado a identificar espécies para criadores amigos. Tive sempre muito cuidado para afirmar ou negar certas evidências. Não conheço ninguém que estudou só este grupo e o "que está escrito" muitas vezes está errado. A literatura existente é pouca e dispersa.

Dúvidas a parte, ora minhas ora de outros, sempre fui um entusiasta pela melhor identificação de todos os psitacídeos que ocorrem em território brasileiro.

Visitei algumas vezes o Museu Goeldi e o Museu Paulista, tendo conversado sobre psitacídeos com o falecido Dr. Olivério Pinto e com o Dr. Fernando Novaes. Com o Prof. Helmut Sick tive breves contatos, sobre aves e principalmente seus cantos. Encontrei no Sr. Rolf Grantsau, dado a morarmos perto, um enorme apoio. Freqüentei a sua casa, em São Bernardo do Campo semanas seguidas, às terças feiras a noite, conversando quase sempre sobre psitacídeos. O desejo era e é ainda escrever algo sobre os psitacídeos brasileiros.

Essas dezenas de horas resultaram num esboço de um livro, mais atualizado que os anteriores e que espero poder publicar.

Publiquei na revista da SOM- Sociedade Ornitológica Mineira, uma parte deste trabalho. Foi no n° 11, no ano de 1976.

Continuei buscando diferenças ou semelhanças entre as espécies e subespécies. Procurei pessoas que me ajudaram em diversas dúvidas. Para isso serviram "entendidos de aves" em feiras populares, biólogos, zoólogos, caboclos, caiçaras e criadores amadores. Dei a volta, se bem digo, ao Brasil, duas ou três vezes, procurando respostas, aprendendo sempre e melhorando meus conhecimentos. O importante é saber "peneirar" as informações recebidas, não acreditar em todas, mas não abandoná-las.

Conheci, por volta de 1982, o sr. José Xavier de Mendonça, morador em Santarém e piloto de taxi-aéreo. Voou milhares de horas na Amazônia, descendo em garimpos e aldeias indígenas.

Ele era conhecedor, colecionador, pesquisador e criador da fauna amazônica. Durante 15 anos em que voou, passou um pente fino, se é que isso é possível, em toda a Amazônia.

Vié, como era conhecido, e só para dar um exemplo, anotou mais de vinte novas espécies de aves em Roraima, além das que o Dr. Oliverio Pinto já havia descrito. Anotações essas feitas, de próprio punho, no livro de Olivério Pinto.

Era meticuloso e minucioso. Anotava o que via, dia, onde etc. Foi diversas vezes às Guianas, Venezuela, Colômbia e Bolívia.

Prejudicou sua vida pessoal, estudando aquilo que era seu hobby e tornou-se sua paixão.

Prematuramente falecido foi assassinado pela polícia da Venezuela) deixou alguns registros por escrito, que estou tentando resgatar junto à sua família.

Deixou para a ornitologia, o Amazona kawalli e para alguns que privaram de seus conhecimentos, muita saudade!

Por volta de 1988, tive a intenção de ir com minha esposa, Marianne, dar uma volta pelo norte do Brasil e em especial por Santarém, onde estava a coleção do Vié.

Ele estava trabalhando em Boa Vista, Roraima, e insistia que devíamos ver alguma coisa em sua coleção, um papagaio que ele achava "diferente".

Antes de viajar, avisei ao Alcides Vertematti que estaria lá entre os dias tal e tal. Ele tem facilidade em viajar e é um bom companheiro.

Cheguei a Santarém, me instalei no hotel, liguei para a casa de Vié, ele estava em Roraima. Não era o que eu esperava, mas vamos lá!

Localizei-o e ele me explicou que não poderia vir em razão de compromissos profissionais, mas que eu estava autorizado a ir a sua casa, que ficava a duas quadras do hotel. Como ele tinha um plano de mudar-se para Poços de Caldas, eu poderia escolher o que quisesse. Fez menção especificamente ao papagaio ‘diferente’. Esse era o único que ele não cederia, pois era o xodó de sua tratadora.

Dez minutos depois eu estava lá! E lá estava um A. farinosa ‘diferente’. Era clara a "diferença"- Pele branca em volta do bico, anel perioftálmico cinza, barra vermelha na parte superior da cauda e mais uma visível- ausência de vermelho no encontro.

Tamanho igual ao de A. farinosa, cor da face verde, mais alface, no topo da cabeça ausência de cinza azulado dos A. farinosa.

Ele só era parecido ao A. farinosa, de longe!

Era visivelmente diferente, de fato! Comparei-o com os A. farinosa presentes, não haviam dúvidas!

Passei mais algumas horas ali, vendo uma diversidade de psitacídeos: Anacãs, Amazona dufresniana, A. ochrocephala, Ara manilata, Aratinga pertinax, Forpus passerinus deliciosus e ainda pavõezinhos do pará, mutuns, jacus, aracuans e outras aves que não me recordo.

Voltei ao hotel convencido de que o ‘papagaio diferente’ para mim já era então o Papagaio do Vié !

Telefonei para ele em Boa Vista, conversamos longamente, contentes e alegres. Ele novamente colocou sua coleção a minha disposição.

A dificuldade seria levar alguma coisa e como para São Paulo. Era necessário pedir ordem ao IBAMA. Ele tinha registro, o que facilitava as coisas.

Recomendou- me um menino que tinha um papagaio igual ao dele; talvez se eu o conseguisse, pudesse levá-lo. Desliguei e 30 min. depois, telefonema do Alcides Vertematti!! Ele estava no saguão, acabara de chegar. Que surpresa agradável !

Jantamos junto; assunto: Vié e suas aves. Foi uma noite agradável.

Como eu seguiria viagem via Belém-Fortaleza e mais tarde São Paulo, Alcides ficaria incumbido de levar as aves direto para São Paulo em outro vôo, com as devidas licenças.

Fui para Belém. Do hotel para o Museu Goeldi que estava de sede nova, em outro local. O Dr. Fernando Novaes tinha se aposentado, não estava; apresentaram-me a Dra. Maria Luiza Videira Marceliano e pedi para examinar as peles do museu. Na gaveta de papagaios lá estava uma pele do "Papagaio do Vié". Tinha procedência, data, sexo etc.

Falei no dia seguinte com o Dr. Fernando Novaes, comunicando minhas atividades e intenções.

Veio ao hotel e conversamos longamente; Dr. Fernando é uma pessoa despojada de vedetismos, que tem muito conhecimento e que não precisa alardear nada do que sabe.

Voltei a São Paulo, firme no propósito de fazer alguma coisa pelo ‘Papagaio do Vié’.

Telefonei e pedi ao Alcides que me deixasse em casa a outra ave que ele tinha e que era igual ao que ele trouxera de Santarém. Pedi ainda um exemplar de A. farinosa para poder comparar.

Tudo se confirmava: Os agora dois "Papagaios do Vié" e o A. farinosa tinham enormes e diversas diferenças!

A primeira estava na cara! Pele branca em torno do bico e até uma certa protuberância na junção do bico superior e inferior e onde é mais larga essa pele branca.

A segunda era a da cor do anel perioftálmico: Cinza escuro no "Papagaio do Vié" e branca em A. farinosa.

A terceira bem visível era a ausência de penas da cor vermelha no encontro.

A quarta era a barra vermelha (mais ou menos 2 cm.) por toda a largura da cauda, na parte inferior. Vermelha viva na parte superior e vinho na inferior.

A quinta também era visível, mas como eu tinha naquele momento só 1 A. farinosa e 2 papagaio do Vié, não poderia dizer que fosse constante. No A. farinosa, o topo da cabeça é sempre cinza- azulado. No papagaio do Vié é verde unicolor, não existindo o esfarinhado.

Ele no seu todo é maior no corpo. Mais cheio. Era muito "diferente".

De posse dessas evidências e dentro dos meus parcos conhecimentos científicos, ocorreu-me telefonar para Rolf Grantsau.

Contei o que tinha em casa e disse-lhe, me lembro bem: "Tenho uma subespécie nova ou qualquer coisa semelhante. Preciso que venha a minha casa. Pode ser sábado?" Ele confirmou a vinda, convoquei depois o Alcides Vertematti, os Flecha: Paulo Fernando e Ênio, o Roberto Antonelli Fº e também o Pedro Nardelli, que viria do Rio de Janeiro.

Minha alegria era grande: telefonei ao Vié, contei o que iria acontecer, fiquei de dar notícias depois.

O encontro deu-se como o combinado: todos vieram, todos viram os dois então papagaios do Vié e o A. Farinosa. Comparamos e salientei as diferenças entre A. farinosa ali presente!

Não deu para ter dúvida. Unanimidade. Porém competia ao Rolf Grantsau dar a palavra final. E ele disse que não havia dúvida: "Até eu tenho uma pele em minha coleção que o Alcides deixou há muitos anos atrás!" E disse mais: "Tem também mais duas peles no Museu Paulista!"

Eu disse então ao Rolf: como eu não tenho competência e conhecimento para descrever uma ave, a pessoa habilitada para fazê-lo é você. Ele aceitou, mas pediu a minha concordância para colocar como co-autor o Dr. Hélio Camargo, a quem iria consultar. Explicou que ele, Rolf, iria viajar ao Pólo Sul dentro de dez dias e que dada essa circunstância, não poderia dar a atenção que o caso merecia. O Dr. Hélio Camargo teria melhor tempo e condições para tocar o processo para frente.

Era necessário ainda fazer consultas sobre as duas peles do Museu Paulista, consulta sobre a pele do Museu Goeldi que eu citava ter visto e outras medidas de praxe que são necessárias nestas circunstâncias.

Marcou-se um novo dia para o Dr. Hélio vir em minha casa ver os dois exemplares para se certificar da proposta, já que ele, na maior parte, teria que compilar para elaborar o texto.

Houve, então, nova reunião, com alguns novos convidados.

A todos foi explicada a história. A origem: Rio Jamaixim, 500 kms. Ao sul de Santarém, o empenho do Vié, morador da região, pesquisador, amante e pai da nova espécie.

Dei notícias a ele por telefone, já depois da primeira reunião e ele brincando, disse: -Quer dizer que teremos então um "Amazona mendonçai"?

Era o que eu esperava, para retribuir o tanto que ele me proporcionou em conhecimentos e mais ainda em amizade.

Nem tudo deu totalmente certo. O Rolf e o Hélio fizeram um certo mistério e só fiquei sabendo que o trabalho fora feito e encaminhado a Revista Brasileira de Biologia; algum tempo depois. Tudo se resumiria a esperar a publicação. E quando sairá?, perguntei. Não sabemos, diziam eles. Não há verba! Talvez um ou dois anos. E toca a esperar!

Fatos interessantes aconteceram então!

Dada a singularidade da descoberta (muitas pessoas envolvidas) e com duas aves vivas em minha coleção, a notícia tinha se espalhado em diversas direções.

Não era um trabalho convencional, na qual as aves estão taxidermizadas, saem e voltam para as gavetas e só quem as descreve as manuseia.

Os interessados e curiosos começaram a aparecer. A Rádio Peão funcionou.

Marcelo Levy, carioca, veterinário, quando vinha a São Paulo quase sempre me visitava, veio. Foi direto ao assunto, ou seja, os dois exemplares. Mostrei as diferenças. Ele olhou, certificou-se, mas o que queria era mesmo dar o recado: É, mas o Dr. Sick disse em nosso clube de observadores de aves que ele acha que esse trabalho corre o risco de não se confirmar, porque acha que esta é uma forma "intermediária".

Mas confirmou-se, com a aprovação dele que liberou o trabalho para a publicação, apesar do ceticismo aparente do Marcelo Levy!

Ainda antes da publicação, telefonou-me e veio a minha casa o Dr. Dante M. Teixeira, do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Viu, não se convenceu e alegou(!) que tinha duas peles no museu que ele gostaria que eu visse, pois tinham penas vermelhas no corpo etc. e tal. Seria, novamente, uma forma "intermediária".

Fui ao Rio de Janeiro, encontrei-me com ele e outra pessoa que não me lembro o nome, numa repartição de trânsito, pois o museu estava em reformas.

Na gaveta dos A. farinosa haviam cerca de 14 peles. Era visível, pelo dorso ou ventre, a não semelhança na cor, forma e mais as outras três características fundamentais visíveis- Pele branca em torno do bico, barra vermelha na cauda e ausência de vermelho no encontro.

Mostraram-me algumas penas vermelhas pelo corpo- comuns em algumas espécies, tanto em filhotes como em adultos-, tentando sugerir uma fase "intermediária".

Eles não deram o braço a torcer, ficaram na deles, não concordaram.

Não tornei a encontrar o Dr. Dante Teixeira depois deste episódio, mas sei da tentativa dele, através de um trabalho que enviou pelo correio ao Congresso de Ornitologia em Pelotas- RS., de dar uma nova versão ao trabalho já então publicado pela Revista Brasileira de Biologia.

Quando esteve aqui em São Paulo, por volta de 1988 antes de ir ao encontro de especialistas em psitacídeos em Curitiba, Rosemary Low, famosa jornalista e escritora de diversos livros sobre psitacídeos, esteve em meu criadouro, viu as duas aves, pediu licença, tirou fotos e disse para informá-la da publicação, porque não tinha dúvidas do sucesso do trabalho.

Dias depois, em Curitiba, ela apresentou-me ao Sr. Wolfgang Kiesling, proprietário do Loro Parque, que manifestou o desejo de, após o encontro, vir a São Paulo para conhecer minha coleção.

Como a publicação ainda não havia saído e não me convinha espalhar a notícia, eu escondi as duas aves.

Kiesling veio, rodou, rodou e disse, apontando para um determinado viveiro: Aonde estão as aves que estavam aqui? Eu aleguei: "I’m not understanding", empurrei a minha mulher, que, com a maior naturalidade, respondeu: "What birds?", ao que ele retrucou que a Rosemary Low tinha-lhe informado de uma espécie nova de papagaio e minha mulher dizia que a Rosemary Low havia brincado com ele.

Já lhe contei a verdade em Tenerife por ocasião do Congresso Internacional que ele realiza a cada dois anos no Loro Parque. Ele viu A. kawalli somente nos livros mais recentes.

Depois de muito esperar, o tempo não passava, não me lembro mais em que mês de 89 saiu a publicação .

Lá estava o papagaio do Vié, o "A. mendonçai", chamado de A. kawalli, e meu nome, evidente! Realmente não era o que eu esperava! E esperei tanto!

Assim que pude dei a notícia ao Vié. Chorei, não de alegria! Vié foi grande, compreensivo e o que deveria ser para nós motivo de festa tornou-se chocho, frio. Ele cumprimentou-me. Que grande homem foi Vié. Não gosto de relembrar esta passagem!

Muitos anos se passaram. Vié morreu. De mim e de todos que o conheceram resta além da saudade, o prazer de ter convivido com um homem que foi uma das maiores expressões daquilo que entendemos como o verdadeiro amante da natureza e das tão belas formas que ela abriga.

Em 1990 fui a Europa por ocasião da realização do Congresso de Psitacídeos do Loro Parque.

Distribui cópias do trabalho do Rolf e do Hélio, inclusive as estampas a dezenas de pessoas e tive a honra de ser apresentado a Joseph Forshaw que recém editara a 3º edição do seu livro sobre psitacídeos.

Conversamos sobre a possibilidade da inclusão da nova espécie em uma futura edição, ao que ele assegurou que estava envolvido em novos projetos e não tinha nem intenção e provavelmente nem tempo para isso.

Haviam mais de 1000 pessoas de todo o mundo nesse congresso e por onde ele passava moviam-se 200 pessoas pedindo autógrafos etc. Fui buscar no quarto do hotel a minha 3ºedição e candidatei-me também a sua dedicatória. Ele, naquela confusão, profissionalmente e alheio ao empurra empurra, escreveu - "Ao Rolf Grantsau"-e o clássico- "com minhas estimas; Joseph Forshaw, Outubro de 1990".

Eis porque o Rolf Grantsau tem uma 3º edição do livro do Forshaw , autografada pelo autor e o Forshaw talvez ainda hoje não entenda como tem uma estampa de A. kawalli com uma dedicatória do Nélson Kawall!

A coleção de psitacídeos do Loro Parque é praticamente completa, sensacional, maravilhosa. A organização é muito boa, as palestras são de alto nível . Recomendo para os que gostam de psitacídeos.

Quando passei por Londres tive a oportunidade de visitar o Museu de História Natural. A pessoa que nos recebeu deu-nos acesso total. Fomos direto para as gavetas dos Amazonas pesquisar.

Depois de eu repassar perto de 100 A. farinosa de todas as subespécies, na mesma gaveta, no fundinho, junto com os A. mercenaria lá estava uma pele do A. kawalli, inconfundível-tamanho, cor, pele branca, ausência de vermelho no encontro e uma barra vermelha enorme na cauda!

Chamamos um Diretor , explicamos o que fazíamos, demos-lhe o texto e a estampa da nova espécie ao que ele declarou: Sinto-me honrado pelo Museu, amanhã providenciarei uma gaveta só para esta ave e muito obrigado pela correção.

E assim foi feito, pois assim me foi informado pelo Sr. Tony Pittman, ornitologista inglês que agora me escreve para ceder-me seu artigo publicado em importante revista inglesa sob o título: Amazona kawalli - a valid name for a valid species.

Nesses quase dez anos que se passaram o interesse pelo A. Kawalli deu-se somente para uns poucos criadores brasileiros. Existem alguns espalhados em pequenas coleções. Temos 2 em São Paulo com o Luiz Maluf, 6 no Rio de Janeiro com o Machado (2), Stanislaw (2) e o Pedro Nardelli (2). Devem haver uns poucos mais em cativeiro. Desconheço a existência no exterior, talvez uns 4, não mais.

Acompanho os estudos que se fazem na natureza através dos Srs. Paulo Martuscelli e Carlos Yamashita e do prof. Jacques Vielliard, da Unicamp.

Os registros em novos livros já estão acontecendo. No Brasil a nova edição do livro do prof. Sick já a registra.

Tenho notícias de que as novas publicações de Rosemary Low e Thomas Arndt, conhecidos escritores sobre psitacídeos já incluem esta nova espécie.

Creio que o primeiro a publicá-la foi Herman Kramer, com Amazones, em Setembro de 1994.

Agradaria-me muito que o nome popular fosse mantido como "Papagaio do Vié". Compreendo que muitos vão dar sugestões, mas pedi primeiro!

Sinto-me recompensado em ter o meu nome ligado agora e para sempre na história dos psitacídeos. A preocupação que eu sempre tive pelo "diferente" deve servir de estímulo para os mais jovens e os estudiosos. Como não sou mais jovem, mas ainda me considero um estudioso, se tiver tempo esperem mais duas novidades. Se tiver tempo!

 

 

Para saber mais sobre Amazona kawalli você pode consultar:

Collar, N.J.; Pittman, A.J. 1996. Amazona kawalli is a valid name for a valid species. Bull. B.O.C. 116 (4): 256-265

Grantsau, R.; Camargo, H.F. de A. 1989. Nova espécie de Amazona (Aves, Psittacidae). Rev. Bras. Biol. 49: 1017-1020

         Kremer, H. 1994. Amazones. Noordbergum: Ornis.-III

 

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Última modificação (Last modified): novembro 12, 2012