N.86 - Novembro/Dezembro (November/December) de 1998

 

Lista preliminar da avifauna da extremidade sudoeste do saco da Mangueira e arredores, Rio Grande, Rio Grande do Sul.

 

Rafael Antunes Dias1

Giovanni Nachtigall Maurício2

 

1Laboratório de Ornitologia, Museu de Ciências e Tecnologia, PUCRS, Av. Ipiranga, 6681, CP 1429, 90619-900, Porto Alegre, RS, Brasil.

2 Rua Gonçalves Chaves, 3448, 96015-560, Pelotas, RS, Brasil

 

As marismas, sistemas que ocorrem em zonas intermareais mixohalinas com fundos moles, dominados por vegetação herbácea, constituem um dos ambientes mais negligenciados em termos de estudos avifaunísticos no Brasil, onde estão restritos a determinados estuários da Região Sul. Objetivando contribuir para a ornitologia deste peculiar ecossistema, iniciamos, em março de 1997, amostragens quali-quantitativas da avifauna das marismas e ambientes anexos do saco da Mangueira (figura 1), uma enseada rasa da região estuarina da laguna dos Patos no município de Rio Grande, RS. Tendo em vista a proposta do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (NEMA) de implantação de uma Área de Proteção Ambiental municipal na região, apresentamos uma lista anotada da avifauna registrada na área até o presente momento, almejando, ao disponibilizarmos estas informações, colaborar para a efetivação do processo.

 

ÁREA DE ESTUDO E MÉTODOS

A área de estudo compreende a extremidade sudoeste do saco da Mangueira (32o15’S e 52o20’W), entre a foz do arroio Vieira e a extremidade nordeste da lagoa Verde (figura 2). Foram definidos dois transectos no local de estudo, cobrindo os principais ambientes existentes, a saber: marismas (comunidades halófitas dominadas por Spartina alterniflora, S. densiflora, Juncus effusus, Scirpus maritimus e S. olneyi), bancos de areia e lodaçais expostos na maré baixa, águas abertas do saco da Mangueira e canal Simão, banhados de água doce dominados por macrófitas aquáticas emergentes de grande porte (e.g. Typha sp., Scirpus californicus), charcos de água doce e campos inundáveis sem influência das marés (figura 3). Os transectos foram percorridos através de caminhadas, realizadas quinzenalmente entre março e setembro de 1997, e mensalmente entre dezembro de 1997 e novembro de 1998. Os registros foram obtidos com auxílio de binóculos 12 x 50, tendo sido realizadas gravações em fita magnética das vozes de algumas espécies, visando a documentação dos registros de campo. Adicionalmente, foram consideradas observações fortuitas, realizadas em 1996, e amostragens conduzidas em áreas campestres e de floresta palustre adjacentes, em 1997 e 1998, dentro do perímetro da área de proteção ambiental proposta.

 

RESULTADOS

Foram registradas 176 espécies de aves na área de estudo, representando 28,8 % do total de espécies listadas para o Rio Grande do Sul (Belton 1994). A relação das espécies registradas, bem como os hábitats onde estas foram detectadas, encontra-se na tabela 1. A seqüência das famílias e espécies segue Sick (1997) e os nomes populares estão de acordo com Belton (1994).

Vinte espécies não possuíam registros prévios para a região (Belton 1984, 1985, 1994). Os registros do pinto-d’água-avermelhado, Laterallus leucopyrrhus, da gaivota-de-cabeça-cinza, Larus cirrocephalus, e da gaivota-de-rabo-preto, Larus (belcheri) atlanticus, foram abordados em Maurício e Dias (1996). Os registros da marreca-colhereira, Anas platalea, águia-pescadora, Pandion haliaetus, andorinha-do-barranco, Riparia riparia, guaracava-de-barriga-amarela, Elaenia flavogaster, corruíra-do-campo, Cistothorus platensis, e bico-de-lacre, Estrilda astrild, serão discutidos em outra oportunidade. As onze espécies restantes já haviam sido registradas na planície costeira sul-rio-grandense em áreas relativamente próximas ao saco da Mangueira por outros autores (Belton 1984, 1985, 1994; Mähler Jr. et al. 1996). A garça-vaqueira, Bubulcus ibis, foi omitida da relação de espécies sem registros prévios para a área em tela com base em Belton (1994), o qual admite que, em 1993, este ardeídeo, aparentemente, já havia se espalhado por todo o Rio Grande do Sul.

Doze espécies registradas na área de estudo são migrantes de longa distância, que se reproduzem no hemisfério norte e deslocam-se para a América do Sul durante o inverno boreal (Belton 1994). Por outro lado, oito espécies, com a inclusão da gaivota-de-rabo-preto, Larus (belcheri) atlanticus, (figura 4), são visitantes oriundos de regiões mais austrais da América do Sul (Belton 1994).

 

CONSERVAÇÃO

As comunidades halófitas e os lodaçais adjacentes, que dominam as margens e as pequenas ilhas do sistema estuarino da laguna dos Patos, constituem ambientes de limitada distribuição no Brasil. No Rio Grande do Sul, as marismas restringem-se, principalmente, ao município de Rio Grande, configurando-se, portanto, em hábitats bastante vulneráveis às constantes alterações antrópicas sobre a orla lagunar. A área de estudo abrange importante parcela destes hábitats, representando, possivelmente, o trecho mais extenso e conservado de marismas do estuário da laguna dos Patos, uma vez que as margens norte, nordeste e noroeste do saco da Mangueira encontram-se quase totalmente degradadas pela presença de núcleos urbanos e do distrito industrial de Rio Grande, e os outros sacos do referido estuário são orlados por marismas mais estreitos, ou mesmo profundamente alterados.

Quatro espécies de aves observadas na área de estudo estão incluídas no livro vermelho das aves ameaçadas de extinção das Américas (Collar et al. 1992):

Maçarico-de-bico-virado, Limosa haemastica. Considerado quase ameaçado de extinção (Collar et al. 1992, 1994), este maçarico reproduz-se localmente no Canadá e Alasca, entre fins de maio e julho, migrando para regiões costeiras do sul da América do Sul durante o inverno boreal (del Hoyo et al. 1996). No saco da Mangueira, foi registrado principalmente durante o outono, alimentando-se ou descansando em números expressivos nos lodaçais e bancos de areia.

Gaivota-de-rabo-preto, Larus (belcheri) atlanticus. Esta gaivota, cujas colônias reprodutivas restringem-se à costa Argentina (del Hoyo et al. 1996), é tida como um visitante de inverno regular no litoral uruguaio (Collar et al. 1992, 1994; Escalante 1966; del Hoyo et al. 1996). Um sumário de seus registros no Brasil, onde é considerada acidental (Collar et al. 1992, 1994; del Hoyo et al. 1996), encontra-se em Maurício e Dias (1996). Esta espécie, ameaçada de extinção (Collar et al. 1992) e listada como vulnerável pelos novos critérios da IUCN (Collar et al. 1994), tem, nos bancos de areia, lodaçais e águas rasas junto às marismas do saco da Mangueira, uma importante área de invernagem no Brasil.

Boininha, Spartonoica maluroides. Este endemismo da região biogeográfica dos Pampas (Haffer 1985), assinalado, no Brasil, apenas em áreas úmidas do sul do Rio Grande do Sul (Belton 1994, Sick 1997), e considerado "quase" ameaçado de extinção (Collar et al. 1992, 1994), foi regularmente registrado, em números expressivos, nas marismas do saco da Mangueira e canal Simão.

Noivinha-de-rabo-preto, Heteroxolmis dominicana. Este tiranídeo, listado como vulnerável pelos novos critérios da IUCN (Collar et al. 1994), é conhecido para áreas elevadas do nordeste e sudeste do Rio Grande do Sul, sendo considerado raro no litoral (Belton 1994). Um indivíduo foi observado em 09 de maio de 1997 nas marismas do saco da Mangueira.

Das quatro espécies tratadas acima, o maçarico-de-bico-virado, L. haemastica, e a gaivota-de-rabo-preto, L. (belcheri) atlanticus, foram registrados no Parque Nacional da Lagoa do Peixe (Nascimento 1995), a única unidade de conservação a contemplar marismas no Rio Grande do Sul e, possivelmente, no Brasil. Considerado o mais expressivo sítio de repouso e alimentação do maçarico-de-bico-virado, L. haemastica, no Rio Grande do Sul (Lara Resende e Leeuwenberg 1987, Belton 1994), a lagoa do Peixe, entretanto, aparenta não ser de grande importância para a gaivota-de-rabo-preto, L. (belcheri) atlanticus, tida como vagante no local (Nascimento 1995). A noivinha-de-rabo-preto, H. dominicana, foi registrada em duas unidades de conservação gaúchas, o Parque Nacional dos Aparados da Serra (Parker e Goerck 1997) e a Estação Ecológica do Taim (Mähler Jr. et al. 1996). Para esta última unidade também existem registros do maçarico-de-bico-virado, L. haemastica (Mähler Jr. et al. 1996). Já a boininha, S. maluroides, não é assinalada para nenhuma unidade de conservação no Brasil, o que denota a importância da área de estudo para a conservação da avifauna neotropical.

 

CONCLUSÃO

O número de espécies registradas no saco da Mangueira e áreas limítrofes representa cerca de um terço do total arrolado para o Estado do Rio Grande do Sul. Em termos de conservação, a área em questão destaca-se em nível internacional, uma vez que representa o único sítio no Brasil onde foi registrada regularmente a gaivota-de-rabo-preto, Larus (belcheri) atlanticus, espécie ameaçada de extinção, e também por constituir importante hábitat para aves migratórias, oriundas tanto do hemisfério norte quanto de regiões mais austrais da América do Sul. Tais fatos, juntamente com aqueles discutidos no subtítulo Conservação, justificam a implantação de uma unidade de conservação no local, possibilitando a preservação de um ambiente de elevada biodiversidade, ímpar no Brasil.

 

AGRADECIMENTOS

 

Somos gratos a Glayson A. Bencke e Carla S. Fontana pela revisão crítica e sugestões ao manuscrito. Também agradecemos a Aline R. Peixoto pelas informações referentes a aspectos florísticos das marismas e ao Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (NEMA), na figura de Kleber G. da Silva, pelo fornecimento de material relativo ao projeto de implantação da APA da Lagoa Verde. Sinceros agradecimentos a Lígia A. Leivas pela correção do texto.

 

REFERÊNCIAS

 

Belton, W. (1984) Birds of Rio Grande do Sul, Brazil. Part 1. Rheidae through Furnariidae. Bull. Amer. Mus. Nat. Hist. 178: 371-631.

 

Belton, W. (1985) Birds of Rio Grande do Sul, Brazil. Part 2. Formicariidae through Corvidae. Bull. Amer. Mus. Nat. Hist. 180: 3-241.

 

Belton, W. (1994) Aves do Rio Grande do Sul: distribuição e biologia. São Leopoldo: Ed. Unisinos.

 

Collar, N., L. A. P. Gonzaga, N. Krabbe, A. Madroño Nieto, L. G. Naranjo, T. A. Parker III & D. C. Wege (1992) Threatened birds of the Americas: The ICBP/IUCN Red Data Book. Cambridge,U.K.: International Council for Bird Preservation.

 

Collar, N. J., M. J. Crosby e A. J. Stattersfield (1994) Birds to Watch 2: The World List of Threatened Birds. Cambridge: BirdLife Internarional.

 

Escalante, R. (1966) Notes on the Uruguayan population of Larus belcheri. Condor 68: 507-510.

 

Haffer, J. (1985) Avian zoogeography of the Neotropical lowlands. pp. 113-196 in Neotropical Ornithology (P. A Buckley, M. S. Foster, E. S. Morton, R. S. Ridgely e F. G. Buckley Eds.). Ornithological Monographs 36.

 

del Hoyo, J., A. Elliott e J. Sargatal Eds. (1996) Handbook of the birds of the world. Vol. 3. Hoatzin to Auks. Barcelona: Lynx Edic.

 

Lara Resende, S. e F. Leeuwenberg (1987) Ecological studies of Lagoa do Peixe. Final report to WWF-US, Washington.

 

Mähler Jr, J. K. F., A. Kindel e E. A. I. Kindel (1996) Lista comentada das espécies de aves da Estação Ecológica do Taim, Rio Grande do Sul, Brasil. Acta Biol. Leopold. 18: 69-103.

 

Maurício, G. N. e R. A. Dias (1996) Novos registros e extensões de distribuição de aves palustres e costeiras no litoral sul do Rio Grande do Sul. Ararajuba 4(1): 47-51.

 

Nascimento, I. L. S. (1995) As aves do Parque Nacional da Lagoa do Peixe. Brasília: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.

 

Parker, III, T. A. e J. M. Goerck (1997) The importance of national parks and biological reserves to bird conservation in the Atlantic forest region of Brazil. pp. 527-541 in Studies in Neotropical Ornithology honoring Ted Parker (J. V. Remsen, Jr., Ed.). Ornithological Monographs 48.

 

Sick, H. (1997) Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira.

Tabela 1. Relação das espécies de aves registradas na extremidade sul do Saco da Mangueira e arredores.

FAMÍLIA/ESPÉCIE

NOME POPULAR

HÁBITAT

TINAMIDAE

Nothura maculosa

Perdiz

C

PODICIPEDIDAE

Rollandia rolland

Mergulhão-orelhas-brancas

A

Podiceps major

Mergulhão-grande

A

Podilymbus podiceps

Mergulhão

A

PHALACROCORACIDAE

Phalacrocorax brasilianus

Biguá

A

ARDEIDAE

Ardea cocoi

Garça-moura

L,M,CH

Casmerodius albus

Garça-branca-grande

L,M,CH

Egretta thula

Garça-branca-pequena

L,M,CH

Bubulcus ibis

Garça-vaqueira

M,CH,C

Butorides striatus

Socozinho

L,M,CH,F

Syrigma sibilatrix

Maria-faceira

M,CH,C

Nycticorax nycticorax

Savacu

L,CH

Ixobrychus involucris

Socoí-amarelo

M

Botaurus pinnatus

Socó-boi-baio

M

THRESKIORNITHIDAE

Phimosus infuscatus

Maçarico-de-cara-pelada

CH

Plegadis chihi

Maçarico-preto

L,CH

CICONIIDAE

Mycteria americana

Cabeça-seca

CH

Ciconia maguari

João-grande

C

PHOENICOPTERIDAE

Phoenicopterus chilensis3

Flamingo

L

ANATIDAE

Dendrocygna viduata

Marreca-piadeira

CH

Coscoroba coscoroba

Capororoca

A, L

Cygnus melancoryphus

Cisne-de-pescoço-preto

A, L

Anas flavirostris

Marreca-pardinha

A,CH

Anas georgica

Marreca-parda

A,CH

Anas versicolor

Marreca-cri-cri

A,CH

Anas platalea3

Marreca-colhereira

A

Amazonetta brasiliensis

Marreca-pé-vermelho

A,CH

ANHIMIDAE

Chauna torquata

Tachã

CH

ACCIPITRIDAE

Rostrhamus sociabilis1

Gavião-caramujeiro

CH

Rupornis magnirostris

Gavião-carijó

C,F,AR

Heterospizias meridionalis

Gavião-caboclo

C

Buteogallus urubitinga1

Gavião-preto

CH,C,AR

Circus buffoni1

Gavião-do-mangue

L,M,CH,B

PANDIONIDAE

Pandion haliaetus1,2

Águia-pescadora

A

FALCONIDAE

Milvago chimango

Chimango

L,M,CH,B,C,F,AR,D

Milvago chimachima

Carrapateiro

AR

Falco sparverius

Quiriquiri

C,AR

Polyborus plancus

Caracará

L,M,CH,B,C,F,AR,D

ARAMIDAE

Aramus guarauna

Carão

B

RALLIDAE

Pardirallus sanguinolentus

Saracura-do-banhado

L,M,B

Aramides ypecaha

Saracuruçu

B,F

Laterallus melanophaius

Pinto-d'água-comum

B, M

Laterallus leucopyrrhus

Pinto-d'água-avermelhado

B

Gallinula chloropus

Galinhola

A,L,M,CH,B

Fulica armillata

Carqueja-de-bico-manchado

A,L,M,B

Fulica leucoptera

Carqueja-de-bico-amarelo

A,L,M,B

JACANIDAE

Jacana jacana

Jaçanã

CH

HAEMATOPODIDAE

Haematopus palliatus

Piru-piru

L

CHARADRIIDAE

Vanellus chilensis

Quero-quero

L,CH,C

Pluvialis squatarola2

Batuiruçu-de-axila-preta

L

Pluvialis dominica2

Batuiruçu

L,CH

Charadrius falklandicus

Batuíra-de-coleira-dupla

L

Charadrius collaris

Batuíra-de-coleira

L

Charadrius modestus3

Batuíra-de-peito-avermelhado

L,CH

SCOLOPACIDAE

Tringa flavipes2

Maçarico-perna-amarela

L,CH

Tringa melanoleuca2

Maçarico-grande-perna-amarela

L,CH

Calidris canutus2

Maçarico-de-papo-vermelho

L

Calidris fuscicollis2

Maçarico-de-sobre-branco

L,CH

Calidris melanotos2

Maçarico-de-colete

CH

Limosa haemastica2

Maçarico-de-bico-virado

L

Gallinago paraguaiae

Narceja

CH

RECURVIROSTRIDAE

Himantopus himantopus

Pernilongo

L,CH

LARIDAE

Larus dominicanus

Gaivotão

A,L

Larus cirrocephalus

Gaivota-de-cabeça-cinza

A,L

Larus maculipennis

Gaivota-maria-velha

A,L,CH

Larus (belcheri) atlanticus3

Gaivota-de-rabo-preto

A,L

Phaetusa simplex

Trinta-réis-grande

A,L

Gelochelidon nilotica

Trinta-réis-de-bico-preto

A,CH

Sterna hirundo2

Tinta-réis-boreal

A

Sterna trudeaui

Trinta-réis-de-coroa-branca

A,L

Sterna superciliaris

Trinta-réis-anão

A,L

Sterna maxima

Trinta-réis-real

A,L

Sterna eurygnatha3

Trinta-réis-de-bico-amarelo

A,L

RYNCHOPIDAE

Rynchops niger

Talha-mar

A,L

COLUMBIDAE

Columba livia

Pombo-doméstico

L,C

Columba picazuro

Pombão

F,AR

Zenaida auriculata

Pomba-de-bando

F,AR

Columbina picui

Rolinha-picuí

C,AR

Leptotila verreauxi

Juriti-pupu

F, AR

PSITTACIDAE

Myiopsitta monachus

Caturrita

C,F,AR

CUCULIDAE

Crotophaga ani

Anu-preto

M,B,AR

Guira guira

Anu-branco

C,AR

Tapera naevia

Saci

AR

STRIGIDAE

Speotyto cunicularia

Coruja-do-campo

C,D

Rhinoptynx clamator

Coruja-orelhuda

AR

CAPRIMULGIDAE1

Podager nacunda

Corucão

M,CH

Hydropsalis brasiliana

Bacurau-tesoura

AR

TROCHILIDAE

Chlorostilbon aureoventris

Besourinho-bico-vermelho

AR

Hylocharis chrysura

Beija-flor-dourado

F,AR

ALCEDINIDAE

Ceryle torquata

Martim-pescador-grande

A,CH

Chloroceryle amazona

Martim-pescador-verde

A,CH,B

Chloroceryle americana

Martim-pescador-pequeno

A,CH,B

PICIDAE

Veniliornis spilogaster

Picapauzinho-verde-carijó

F,AR

Colaptes campestris

Pica-pau-do-campo

C,F,AR

Colaptes melanochloros

Pica-pau-verde-barrado

F,AR

FORMICARIIDAE

Thamnophilus caerulescens

Choca-da-mata

AR

Thamnophilus ruficapillus

Choca-boné-vermelho

F,AR

FURNARIIDAE

Geositta cunicularia

Curriqueiro

D

Cinclodes fuscus3

Pedreiro-dos-andes

L

Furnarius rufus

João-de-barro

C,AR

Limnornis curvirostris

Junqueiro-de-bico-curvo

M,B

Phleocryptes melanops

Bate-bico

M,B

Spartonoica maluroides

Boininha

M

Synallaxis spixi

João-teneném

F,AR

Cranioleuca sulphurifera

Arredio-de-papo-manchado

M,B

Cranioleuca cf. pyrrhophia

Arredio

F,AR

Phacellodomus ferrugineigula

João-botina

F,AR

Phacellodomus striaticollis

Tio-tio

AR

Anumbius annumbi

Cochicho

C,AR

TYRANNIDAE

Camptostoma obsoletum

Risadinha

F,AR

Elaenia flavogaster

Guaracava-de-barriga-amarela

AR

Elaenia parvirostris

Guaracava-de-bico-curto

F,AR

Elaenia obscura

Tucão

F,AR

Serpophaga nigricans

João-pobre

B,F,AR

Serpophaga subcristata

Alegrinho

F,AR

Pseudocolopteryx sclateri

Tricolino

M

Phylloscartes ventralis

Borboletinha-do-mato

F

Lathrotriccus euleri

Enferrujado

F

Myiophobus fasciatus

Filipe

F,AR

Pyrocephalus rubinus

Príncipe

AR

Xolmis irupero

Noivinha

C,AR

Heteroxolmis dominicana

Noivinha-do-rabo-preto

M

Knipolegus cyanirostris

Maria-preta-bico-azulado

F,AR

Hymenops perspicillatus3

Viuvinha-de-óculos

M,CH,B

Satrapa icterophrys

Suiriri-pequeno

M,CH,B,AR

Machetornis rixosus

Suiriri-cavaleiro

L,M,CH,C,AR

Myiarchus swainsoni

Irré

F

Pitangus sulphuratus

Bem-te-vi

L,M,CH,B,C,F,AR

Tyrannus savana

Tesourinha

L,M,CH,B,C,F,AR

Tyrannus melancholicus

Suiriri

F,AR

HIRUNDINIDAE1

Tachycineta leucorrhoa

Andorinha-de-sobre-branco

A,L,M,CH,B,C,F,AR,D

Tachycineta leucopyga3

Andorinha-chilena

A,L,M,CH,B,C,AR,D

Phaeoprogne tapera

Andorinha-do-campo

A,L,M,CH,B,C,F,AR,D

Progne chalybea

Andorinha-doméstica-grande

CH,B,C,F,AR,D

Notiochelidon cyanoleuca

Andorinha-pequena-de-casa

A,L,M,CH,B,C,F,AR,D

Alopochelidon fucata

Andorinha-morena

A,L,M,CH,B,AR,D

Riparia riparia2

Andorinha-do-barranco

M,CH,C,AR,D

Hirundo rustica2

Andorinha-de-bando

A,L,M,CH,B,C,F,AR,D

TROGLODYTIDAE

Cistothorus platensis

Corruíra-do-campo

M

Troglodytes aedon

Corruíra

M,B,F,AR

MUSCICAPIDAE

Polioptila dumicola

Balança-rabo-de-máscara

F,AR

Turdus rufiventris

Sabiá-laranjeira

F,AR

Turdus amaurochalinus

Sabiá-poca

F,AR

Turdus albicollis

Sabiá-coleira

F,AR

MIMIDAE

Mimus saturninus

Sabiá-do-campo

C,AR

MOTACILLIDAE

Anthus hellmayri

Caminheiro-de-barriga-acanelada

C,D

Anthus correndera

Caminheiro-de-espora

CH

VIREONIDAE

Cyclarhis gujanensis

Pitiguari

F,AR

EMBERIZIDAE

Parula pitiayumi

Mariquita

F,AR

Geothlypis aequinoctialis

Pia-cobra

B,F,AR

Basileuterus culicivorus

Pula-pula

F,AR

Basileuterus leucoblepharus

Pula-pula-assobiador

F

Coereba flaveola

Cambacica

F,AR

Thraupis sayaca

Sanhaçu-cinzento

F,AR

Thraupis bonariensis

Sanhaçu-papa-laranja

F,AR

Stephanophorus diadematus

Sanhaçu-frade

F,AR

Euphonia chlorotica

Fim-fim

F,AR

Zonotrichia capensis

Tico-tico

C,AR

Ammodramus humeralis

Tico-tico-do-campo

C,AR

Donacospiza albifrons

Tico-tico-do-banhado

M,B

Poospiza nigrorufa

Quem-te-vestiu

B,F,AR

Sicalis flaveola

Canário-da-terra-verdadeiro

C,AR

Sicalis luteola

Tipiu

M,CH,C,AR

Embernagra platensis

Sabiá-do-banhado

M,B

Sporophila caerulescens

Coleirinho

AR

Icterus cayanensis

Encontro

F,AR

Agelaius thilius

Sargento

M,CH,B

Agelaius ruficapillus

Garibaldi

M,CH,B,AR

Leistes superciliaris

Polícia-inglesa

M,CH

Pseudoleistes virescens

Dragão

M,CH,B,C

Amblyramphus holosericeus

Cardeal-do-banhado

B

Molothrus badius

Asa-de-telha

C,AR

Molothrus rufoaxillaris

Vira-bosta-picumã

C,AR

Molothrus bonariensis

Vira-bosta

C,AR

PASSERIDAE

Passer domesticus

Pardal

AR

ESTRILDIDAE

Estrilda astrild

Bico-de-lacre

C,AR

A: águas abertas do saco do Mangueira, lagoa Verde e canal Simão. L: lodaçais expostos na maré baixa; bancos de areia. M: marismas. CH: charcos de água doce; banhados abertos de água doce; campos inundáveis. B: banhados dominados por macrófitas aquáticas de porte. C: campos. F: floresta palustre. AR: vegetação arbustiva; borda de mata. D: áreas arenosas. 1 Espécies registradas principalmente como sobrevoantes dos hábitats indicados. 2 Migrantes oriundos do hemisfério norte. 3 Migrantes oriundos do sul da América do Sul. Em negrito, espécies sem registro prévio ou conhecidas apenas através de registros antigos para a área (Belton 1984, 1985, 1994).

 

Figura 1 - Marismas dominados por Scirpus maritimus e lodaçais da extremidade sudeste da Magueira, RS. Foto Arquivo NEMA.

Figura 3 - Distribuição dos ambientes e dos transectos na extremidade sudoeste do saco da Mangueira e arredores.

Figura 4: Gaivota-de-rabo-preto Larus (belchen) atlanticus. Jovem. 16 de setembro de 1998. Praia do Cassino, RS. Foto Rafael A. Dias

 

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Last modified): 05 março, 2014