N.90 - Julho/Agosto (July/August) de 1999

 

Contribuição ao conhecimento ornitológico do Pico do Papagaio, município de Aiuruoca, Minas Gerais

Marcelo Ferreira de Vasconcelos – Belo Horizonte

Introdução

A Serra da Mantiqueira é uma formação montanhosa relativamente bem estudada com relação à sua avifauna (Holt 1928, Pinto 1951, 1954, Willis 1988, 1992, Pineschi 1990, Forrester 1993, Willis e Oniki 1993, Andrade 1996, 1997a e b, Andrade et al. 1997, D’Angelo Neto et al. 1998). Entretanto, alguns pontos desta formação ainda são poucos conhecidos, devido ao difícil acesso e devido ao fato de poucos pesquisadores terem passado por algumas localidades.

Uma destas localidades pouco conhecidas é o Pico do Papagaio, e, deste modo, neste trabalho eu apresento alguns resultados ornitológicos de uma jornada realizada nesta área.

 

Metodologia

Métodos

No dia 09 de junho de 1999 foi realizada uma excursão ao Pico do Papagaio. A ascensão se deu pela manhã por volta das 08:30 h, sendo o cume alcançado às 13:30 h, enquanto a descida do Pico durou cerca de três horas. As espécies de aves foram registradas com base na visualização com binóculos 8 X 40 ou pela identificação das suas vocalizações. Para cada registro, foi medida a altitude com o auxílio de um altímetro. As espécies citadas no presente trabalho foram classificadas da seguinte maneira:

 

GA: Espécie globalmente ameaçada, conforme Collar et al. (1994);

QA: Espécie quase-ameaçada globalmente, conforme Collar et al. (1994);

MG: Espécie ameaçada no Estado de Minas Gerais, conforme Machado et al. (1998);

MA: Espécie restrita à Mata Atlântica Montana, conforme Stattersfield et al. (1998);

CE: Espécie endêmica do bioma do Cerrado, conforme Silva (1995);

PC: Espécie pouco conhecida no Estado de Minas Gerais.

 

Área de estudo

O Pico do Papagaio (22o04’S - 44o37’W, altitude: 1.975 m) (Fig. 1) está localizado na Serra do Papagaio, município de Aiuruoca, Sul de Minas Gerais. A Serra do Papagaio possui altitudes variando de 1.050 até mais de 2.300 m nas partes mais elevadas (Fig. 2). A vegetação varia bastante com a altitude, sendo encontradas pastagens, florestas altimontanas e campos de altitude. A seguir é descrita a zonação altitudinal da vegetação da trilha por onde foi realizada a ascensão ao Pico do Papagaio.

A parte inicial da subida do Pico do Papagaio (1.050-1.300 m) é representada por propriedades rurais com pastagens, pomares, e florestas que ocorrem em grotões e em encostas. Existem algumas plantações de Pinus sp. e capões esparsos de Araucaria angustifolia. A cerca de 1.300 m de altitude existem pastagens abandonadas onde ocorrem a samambaia (Pteridium arachnoideum), duas espécies de framboesa (Rubus rosifolius e Rubus sp.) e uma espécie de Siphocampylus com flores laranja-esverdeadas. Desta altitude até cerca de 1.400 m, encontra-se uma capoeira com árvores de até 6 m de altura, onde existem muitas quaresmeiras (Tibouchina sp.) na borda e alguns indivíduos de duas espécies de erva-de-passarinho (Struthanthus sp. e Viscaceae). A partir dos 1.400 m, existe outro campo, possivelmente de origem antrópica (Fig. 3), onde ocorrem arbustos esparsos de candeia (Eremanthus erythropappus) e muitas espécies herbáceas e arbustivas de Asteracaeae e Melastomataceae, uma espécie de Gentianaceae de flores roxo-claras, uma espécie herbácea de sempre-viva (Eriocaulaceae), uma Rapanea arbustiva, uma Apocynaceae herbácea de folhas brancas e aveludadas, um Rhabdocaulon herbáceo de flores amarelo-esbranquiçadas e um Siphocampylus de flores vermelho-vivas. Este tipo de vegetação é comum até a altitude de cerca de 1.550 m. Na próxima faixa altitudinal, (1.550-1.600 m), encontram-se muitos indivíduos arbóreo-arbustivos de Eremanthus erythropappus (alguns deles com troncos cobertos por líquens Usnea) crescendo sobre um solo cascalhento e formando uma mata de candeia. Em alguns locais mais abertos encontram-se três espécies herbáceas de Melastomataceae, sendo uma delas representante do gênero Lavoisiera, com pétalas rosas, além de Baccharis cf. platypoda. Na borda da mata de candeia, existem plantas com flores ornitófilas, como uma espécie de Esterhazya e Collaea speciosa. Esta mata de candeia está conectada a uma floresta altimontana bem mais luxuriante que vai quase até o topo do Pico do Papagaio (Fig. 4). A partir dos 1.600 m, entra-se em um trecho deste tipo de floresta, encontrando-se árvores de grande porte, com um número representativo de Myrtaceae. No tronco de muitas árvores, e também em alguns afloramentos rochosos esparsos do interior da mata, ocorrem muitas epífitas, em especial das famílias: Bromeliaceae (principalmente Vriesia bituminosa, Fig. 5), Orchidaceae, Cactaceae e muitas pteridófitas. Nas grotas do interior da mata também são observados os samambaiaçus (Cyatheaceae) e uma palmeira do gênero Geonoma. Em alguns trechos, a mata dá lugar aos campos, onde existem caraguatás (Eryngium cf. enrycephalum) entremeados por gramíneas. Nas florestas, em altitudes superiores a 1.750 m, torna-se comum a presença de uma espécie de Nidularium que ocorre predominantemente próxima ao solo, sendo também encontradas no sub-bosque, uma espécie de Rubiaceae e uma de Miconia. Este tipo de floresta assemelha-se fisionomicamente ao tipo florestal de "montanha superior" descrito por Segadas-Vianna (1965) para a região do Itatiaia. A partir dos 1.850 m, encontra-se um campo de altitude com a presença de um pequeno brejo onde existem gramíneas de folhas verde-amareladas e longilíneas (possivelmente Cortaderia modesta) e uma espécie de sempre-viva com a forma de roseta (Paepalanthus cf. planifolius). Onde os solos são menos alagados, existem muitos indivíduos de Eryngium cf. enrycephalum e de uma Labiatae herbácea chamada de poejo e utilizada localmente para se fazer chá. Também se encontram algumas espécies de Miconia. Em alguns locais de afloramento rochoso ocorrem indivíduos esparsos de uma espécie de lírio gigante (Hippeastrum sp., Fig. 6) e aglomerados de Trilepis cf. lhotzkiana. O campo dá novamente lugar às matas de altitude, sendo esta às vezes praticamente desprovida de sub-bosque. Vale ressaltar que em alguns trechos das matas ocorrentes no Pico do Papagaio, existem taquarais de Merostachis sp. e de outras espécies de bambus. A partir dos 1.950 m, os campos de altitude dominam a paisagem, com a presença de Bromeliaceae (Aechmea sp., Vriesia spp. e Nidularium sp.), uma espécie arbustiva de Croton, um Dasyphyllum arbustivo, uma Lobeliaceae de inflorescência majestosa, uma espécie de Huperzia e bambus do gênero Chusquea.

 

Resultados e Discussão

Foram registradas 69 espécies de aves na excursão ao Pico do Papagaio, dentre estas, seis são narradas a seguir:

 

Trepadorzinho, Heliobletus contaminatus (PC)

Um indivíduo desta espécie foi observado à tarde, forrageando junto a um bando misto na borda da floresta em uma altitude de cerca de 1.900 m. Durante as atividades de forrageamento, a ave se utilizava de substratos como galhos e bambus finos, realizando acrobacias. A presença desta espécie em outras localidades da Serra da Mantiqueira é também citada por outros autores (Holt 1928, Pinto 1951, 1954, Forrester 1993).

 

Papa-moscas-de-costas-cinzentas, Polystictus superciliaris (QA, CE)

Pela manhã, dois indivíduos desta espécie foram observados forrageando em arbustos de candeia (Eremanthus erythropappus) em altitudes variando de 1.450 a 1.500 m (Fig. 3). Uma destas aves pôde ser fotografada (Fig. 7) e ambas se encontravam em intensa atividade vocal, sendo registrados dois tipos de vocalização: "fruilrilrilrilrilrilril" e "pilrup-pilrup-pilrup...". À tarde, durante a descida do Pico, mais uma vez a espécie foi registrada no mesmo local, sendo escutada a vocalização de um indivíduo ("pilrup-pilrup-pilrup..."). Embora Silva (1995) considere P. superciliaris uma espécie endêmica do Cerrado, restrita aos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço, o presente registro se deu no complexo da Serra da Mantiqueira. Outros estudos conduzidos na Serra da Mantiqueira ainda não revelaram a presença da espécie nesta região (Holt 1928, Pinto 1951, 1954, Forrester 1993, Andrade 1997a e b, Andrade et al. 1997). Entretanto, o habitat em que esta espécie foi observada em Aiuruoca é bastante similar ao de algumas localidades da Cadeia do Espinhaço, onde a espécie vive. Inclusive, a candeia é uma espécie vegetal muito comum na Cadeia do Espinhaço, sendo P. superciliaris observado freqüentemente forrageando (obs. pess.) e nidificando em arbustos desta espécie (Vasconcelos e Lombardi 1996). O rabo-mole-da-serra, Embernagra longicauda, outra espécie de ave considerada endêmica da Cadeia do Espinhaço por Silva (1995), foi também recentemente descoberto na Serra da Mantiqueira (Machado et al. 1998). Embora a área em que P. superciliaris foi observado no Pico do Papagaio possua sinais de impactos antrópicos (a área se assemelha a uma pastagem abandonada), ainda é prematuro concluir se a espécie está expandindo sua área de distribuição geográfica em razão do desmatamento ou se a mesma já existia originalmente nesta região. Além deste registro de P. superciliaris em Aiuruoca, outros dois também foram realizados fora da Cadeia do Espinhaço, sendo um deles na Serra da Bocaina (Estado de São Paulo) (Sick 1997), e outro na Serra da Canastra (Estado de Minas Gerais) (Silveira 1998).

 

Caneleirinho-de-chapéu-preto, Piprites pileatus (GA, MG, MA)

Um indivíduo desta espécie foi observado pela manhã em uma altitude de aproximadamente 1.700 m, forrageando na borda da mata junto a um bando com a presença de Cyclarhis gujanensis e Poospiza lateralis. A ave foi observada comendo uma lagarta de Lepidoptera, utilizando-se da tática de forrageamento "perch-gleaning" de acordo com Fitzpatrick (1980). Embora a espécie tenha sido registrada em outros municípios próximos no Estado de Minas Gerais (Alagoa, Bocaina de Minas, Itamonte e Passa Vinte) (Collar et al. 1992, Vasconcelos 1998), este é o primeiro registro da espécie para o município de Aiuruoca, representando, aparentemente, a ocorrência mais setentrional de P. pileatus.

 

Gralha-do-campo, Cyanocorax cristatellus (CE)

Um indivíduo desta espécie foi observado vocalizando em uma pastagem na base do Pico do Papagaio a cerca de 1.050 m de altitude. Embora seja considerada endêmica do bioma do Cerrado por Silva (1995), o presente registro se deu no bioma da Mata Atlântica, o que pode estar relacionado à expansão geográfica desta espécie devido aos desmatamentos e formações de extensas pastagens na região. Outros autores (Forrester 1993, Andrade 1997a) também citam a presença de C. cristatellus em outras localidades da Serra da Mantiqueira.

 

Sanhaço-frade, Stephanophorus diadematus (PC)

Um indivíduo desta espécie foi observado pela manhã, em uma altitude de aproximadamente 1.850 m, alimentando-se de frutinhos de um arbusto de Miconia sp. no campo de altitude. À tarde, mais dois indivíduos foram observados forrageando na copa das árvores da floresta altimontana a cerca de 1.900 m, junto a três indivíduos de Tangara desmaresti. A presença desta espécie na região da Serra da Mantiqueira já é citada por outros autores (Holt 1928, Pinto 1951, 1954, Forrester 1993, Martinelli e Bragança 1996, Andrade 1997a, Andrade et al. 1997), embora a mesma seja relativamente pouco conhecida no Estado de Minas Gerais. De acordo com Andrade et al. (1997), S. diadematus realiza deslocamentos altitudinais na região, dependendo da variação climática e da oferta de alimento.

 

Peito-pinhão, Poospiza thoracica (MA)

Um indivíduo desta espécie foi observado à tarde forrageando junto a um bando misto na borda da floresta altimontana, a cerca de 1.900 m de altitude. A ave estava visitando inflorescências de uma espécie de Croton, provavelmente para capturar insetos. Da mesma forma que a espécie citada anteriormente, P. thoracica também já fora registrada na região da Serra da Mantiqueira (Holt 1928, Pinto 1951, 1954, Forrester 1993, Martinelli e Bragança 1996), sendo, porém, pouco conhecida em Minas Gerais.

 

Conservação

A Serra da Mantiqueira é considerada uma região de importância biológica especial no Estado de Minas Gerais devido à presença de endemismos da fauna e à alta riqueza de espécies da fauna e da flora (Costa et al. 1998). Apesar da presença de interessantes elementos da avifauna, o Pico do Papagaio, como toda a região do Sul de Minas Gerais, mostra graves sinais de impactos antrópicos. Os desmatamentos são as principais modificações observadas na paisagem, havendo a substituição da floresta nativa por pastagens. Estas pastagens alcançam, em alguns trechos, altitudes bastante elevadas no Pico (até 1.750 m), sendo constatada a presença do gado bovino nestas áreas. Além disso, encontram-se vestígios de corte seletivo de madeira nas florestas do Pico e existe a coleta de plantas ornamentais na área (especialmente de bromélias e orquídeas). De acordo com Martinelli e Bragança (1996), a retirada das matas altimontanas, que formam uma zona tampão para os campos de altitude, permite a ocorrência de incêndios neste tipo especial de habitat, com a subseqüente ocupação por plantas invasoras que competem por luz e por espaço com as plantas nativas dos campos de altitude, sendo muitas delas restritas a apenas um Pico. Com a modificação da vegetação, muitas espécies da fauna também podem mudar ou até mesmo extinguir localmente. O lixo deixado nas trilhas por turistas e as pichações feitas nos afloramentos rochosos também representam um sério problema constatado na região. Sugere-se um programa de proteção do Pico do Papagaio, preservando-se os remanescentes de florestas e de campos de altitude, com a concomitante proibição do corte de madeira e da permanência do gado em sua área, e com a implementação de um sistema de fiscalização e a criação de um programa de educação ambiental para turistas e moradores da região. Com base no potencial biótico da área, também é sugerida a pesquisa, visando o levantamento da fauna e flora locais, para dar subsídios a futuros planos de manejo. Felizmente, em agosto de 1998, foi criado o Parque Estadual da Serra do Papagaio (Decreto no 39.793, de 05 de agosto de 1998), com uma área de 22.917 ha, abrangendo áreas dos municípios de Aiuruoca, Alagoa, Baependi, Itamonte e Pouso Alto. Espera-se que, com o estabelecimento de uma infra-estrutura própria neste parque, possam ser tomadas medidas de proteção para esta importante área do Estado de Minas Gerais.

 

Agradecimentos

Agradeço ao meu grande amigo, tio Caio Mário Campos Ferreira por ter me dado a oportunidade de conhecer a região de Aiuruoca, a Marlon Moreira Arantes por ter me guiado ao topo do Pico do Papagaio, ao amigo José Fernando Pacheco pelo fornecimento de importantes referências bibliográficas e a Marília Martins Gomes Pereira (Instituto Estadual de Florestas/MG) pelas informações cedidas sobre o recém-criado Parque Estadual da Serra do Papagaio. Finalmente, eu gostaria de agradecer à CAPES pela bolsa de mestrado concedida durante a realização deste estudo.

 

Contatos

Como excelente guia para caminhadas, pode ser contatado Marlon Moreira Arantes pelo seguinte endereço: Rua Antônio Gonçalves, 145, 37450-000, Aiuruoca, Minas Gerais, telefone: (035) 344-1249, ramal 219. Para quem não estiver interessado em acampar, a Pousada Pico do Papagaio (BR-267, entrada para Aiuruoca, 5 km) é um ótimo local para se hospedar, localizando-se próxima ao Pico. Reservas podem ser feitas pelo telefone: (035) 344-1300.

 

Referências Bibliográficas

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*Pós-Graduação em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre, ICB, Universidade Federal de Minas Gerais, C.P. 486, 30161-970, Belo Horizonte, MG. E-mail: bacurau@mono.icb.ufmg.br

 

Figura 1. O Pico do Papagaio no município de Aiuruoca, Sul de Minas Gerais. Foto: M. F. Vasconcelos.

Figura 2. Localização do Pico do Papagaio no município de Aiuruoca. Fonte: Pousada Pico do Papagaio.

Figura 3. Vegetação campestre a cerca de 1.500 m de altitude com a presença de arbustos esparsos de candeia (Eremanthus erythropappus), local onde Polystictus superciliaris foi registrado. Foto: M. F. Vasconcelos.

Figura 4. Floresta altimontana a cerca de 1.900 m de altitude no Pico do Papagaio. Foto: M. F. Vasconcelos.

Figura 5. Bromélia epífita (Vriesia bituminosa) no interior da floresta altimontana. Foto: M. F. Vasconcelos.

Figura 6. Um lírio gigante do gênero Hippeastrum comum nos afloramentos rochosos dos campos de altitude do Pico do Papagaio. Foto: M. F. Vasconcelos.

 

 

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Última modificação (
Last modified): 09 março, 2014