ISSN 0104-2386

N.98 - Novembro/Dezembro (November/December) de 2000

 

QUESTÕES LINGUÍSTICAS EM ORNITOLOGIA, IV:

A carta de Ferreira Penna e os nomes populares dos Ciconiidae brasileiros

Fernando Costa Straube - Curitiba-PR

 

 

Em novembro de 1993, quando estive pela primeira vez na Fazenda Caiman, perto de Miranda (MS), percebi que os moradores da região ficavam incomodados quando me referia ao Jabiru mycteria - ave símbolo do Pantanal - como "jaburu". Embora essa seja a denominação mais comum para a espécie (vide Dicionário Aurélio), pelo menos no sudeste-sul do Brasil, todos logo corrigiam: "Não é jaburu; é tuiuiú!".

Com o decorrer do tempo notei que a denominação popular dos Ciconiidae brasileiros é mesmo complicada, pois varia significativamente de acordo com a região, embora não necessariamente em direta proporção à distância. Lugares muito próximos podem abrigar nomes comuns diferentes, sendo o inverso também verdadeiro.

O Brasil abriga três espécies da família Ciconiidae: Ciconia maguari, Mycteria americana e Jabiru mycteria, com registros em todos o País. Embora tratem-se de apenas três entidades, e todas claramente distintas, observa-se que ocorreu uma série de discrepâncias com relação às suas denominações, tanto na nomenclatura popular como na científica. Em alguns casos, como por exemplo Ihering (1968), em seu clássico "Dicionário dos animais do Brasil", é perceptível que os próprios naturalistas se encarregam de ampliar a discussão, ora fornecendo identificações errôneas, ora informando de maneira desavisada as denominações usadas pela população.

Decidido a aprofundar-me nessa interessante questão, passei a colher informações a respeito desse assunto, sobre o qual me dedico na presente nota.

Como a maior parte dos nomes populares disponíveis para aves do Brasil são artificiais (criados pelos próprios ornitólogos) ou baseados (e proliferados) em obras de referência freqüentemente mal interpretadas, abstive-me de apresentar uma conclusão definitiva sobre o assunto. Deve-se a isso também ao meu ponto de vista, totalmente partidário da preservação desse nosso valioso patrimônio cultural que é a classificação vernácula e toda a sua diversidade ortográfica e geográfica.

 

 

A carta de Ferreira Penna

Há alguns anos atrás encontrei, publicada como em encarte de um Boletim do Museu Nacional (v. anexo), uma carta do naturalista Ferreira Penna, tratando da questão de nomes populares dos cicônidas amazônicos.

Foi também interessante notar que ela não consta nas tradicionais compilações bibliográficas sobre aves do Brasil. Esse fato é totalmente compreensível, uma vez que a maior parte dos pesquisadores, quando consulta periódicos científicos, raramente lê as seções informativas (editorial, cartas, relatórios) dessas revistas, ainda que possam ser especialmente ricas em detalhes esclarecedores.

Nessa carta de Ferreira Penna, dirigida a Ladislau de Souza Mello Neto, na época diretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro, o remetente averigua a confusão na denominação vernácula de Jabiru mycteria e Mycteria americana. Trata-se de um documento fac-simile (anexo), com o singelo título de "Carta a Ladisláo Netto". Com certeza, por causa desse título nada atrativo, tal "artigo" ficou esquecido na bibliografia ornitológica brasileira; não encontramo-lo em nenhuma obra compilatória, até o momento.

Embora tenha tentado fazer uma "rectificação" de uma informação antes repassada ao Museu Nacional, Penna confunde-se ao descrever as duas espécies envolvidas. Acerta que o então chamado Mycteria americana (atualmente Jabiru mycteria; veja adiante) é maior e que tem todas as penas brancas. Mas equivoca-se na descrição da "outra espécie", que seria o então chamado Tantalus loculator (atualmente Mycteria americana) pela presença de "listão vermelho" na garganta (tabela 1).

 

Tabela 1. Resumo da distinção de duas espécies de Ciconiidae descritas por Ferreira Penna.

Nome popular

Nome científico

Tamanho

Pele da cabeça

Cor

jaburú-moleque; passarão

Mycteria americana

muito maior

---

todas as penas brancas

tuyuyú; tujujú; cabeça-de-pedra

---

menor

grossa, áspera e dura; garganta com listão vermelho

muito mais branca; rêmiges primárias negras

A confusão nomenclatural

 

Não é apenas na denominação popular que encontramos confusões. Jabiru mycteria, foi por muito tempo chamada cientificamente de Mycteria americana, como "erro em cascata" iniciado por Latham. Ocorre que esse autor, ao reconhecer o 'jabiru guacu' de Marcgrave, denominado M.americana por Linnaeus, pensou se tratar daquela primeira espécie, diferente de Tantalus loculator, baseado em 'jabiru' de Marcgrave. Posteriormente, Lichtenstein, percebendo que ambas tratavam-se da mesma entidade, criou o Ciconia mycteria, que depois passou a integrar o monotípico gênero Jabiru, criado por Hellmayr.

Revisões mais detalhadas sobre as espécies citadas por Marcgrave foram, então, definitivas para resolver o problema nomenclatural. O mais preciso, nesse sentido, foi Teixeira (1992). Com base nesse autor, pode-se comprovar que as ilustrações referentes ao 'jabiru guaçu' de Marcgrave (também chamado 'ibiruguaçu', 'nhandu apoa', 'iabicu-guaçu' e 'nhanduapoá') referem-se de fato ao Mycteria americana de Linnaeus. De mesma forma, o 'jabiru' diz respeito a Jabiru mycteria de Lichtenstein.

Mas a questão não se encerra por aí. Teixeira (1992), por exemplo, informa que:

 

"...a gravura que acompanha o texto dessa espécie [Mycteria americana Linnaeus] na obra de Marcgrave, representa um Jabiru mycteria (Lichtentein, 1819), enquanto a passagem que diz respeito a Jabiru está ilustrada com a gravura de um Mycteria, em posição aliás muito semelhante à da prancha das 'Icones'. Como os trechos sobre Mycteria e Jabiru são consecutivos...é muito provável que tenha ocorrido uma troca entre ambas ilustrações. Mas interessante, contudo, é notar que esse mesmo erro foi perpetuado por Piso na 'História Natural e Médica', de tal maneira que seu escrito sobre Mycteria, além de quase idêntico ao de Marcgrave, está acompanhado pela mesma figura tosca de um Jabiru, com o agravante de ter sido legendada".

 

 

A etimologia greco-latina

 

É fácil identificar a origem de quase todos os nomes científicos dos cicônidas brasileiros. Veja-se, por exemplo, a Ciconia maguari. O vocábulo ciconia provém do latim, sendo uma designação genérica para as cegonhas. Maguari, por sua vez, é o nome indígena, originário do tronco tupi. Também do tupi vem o jabiru, usado no batismo do gênero monoespecífico aqui considerado. Quanto a americana, julgo dispensável emitir qualquer comentário.

Eis que surge o problema etimológico. Jobling (1991) considera que o vocábulo mycteria, seria do grego "mukter" (focinho, bico), adicionado do sufixo latino -ius, transformado em feminino (= -ia), como uma alusão ao longo e forte bico dos Ciconiidae. De fato, o vocábulo mycteric, utilizado na linguagem biológica, denota relação com a cavidade nasal e portanto poderia constituir-se de uma metáfora ao bico (Holmes org., 1985).

Mas essa base etimológica não tem uma boa sustentabilidade semântica. Encontrei duas outras possibilidades da língua grega muito mais pertinentes do que uma simples alusão ao bico. Uma delas é o "mokteria" que significa "...miséria, sofrimento" mas também "insalubridade de um lugar, mal odor" (Pereira, 1990). Admitindo-se o fato de que o descritor do gênero teria recaído em erro de transliteração (fato muito comum na conversão de letras gregas para latinas) e no hábitat e hábitos saprófagos de ambas as espécies, essa seria uma possibilidade bastante aceitável.

A outra possibilidade de interpretação e, por certo a mais consistente, vem de "mykterismos" (vocábulo com equivalente em português: micterismo, segundo Ferreira, 1985) que é traduzido como "má catadura, cara feia, carranca". Quem já viu, de perto, um Mycteria americana, por certo concordará que é um termo bem apropriado...

 

Os nomes populares de Ciconiidae brasileiros e sua distribuição geográfica

A variação na nomenclatura popular dos Ciconiidae brasileiros deve-se, em grande parte, à preservação dos nomes como manifestação cultural de cada região (vide "Dicionário vernacular dos Ciconiidae do Brasil", neste número). Nos estados do bioma do Pantanal (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) é quase que inadmissível, por algumas pessoas, tratar Jabiru mycteria por jaburu (R.Rosa com.pess.). Entretanto, observa-se uma verdadeira inversão nesse valor, no estado vizinho de Goiás, onde a inaceitabilidade converte-se para o vocábulo tuiuiú (D.Blamires in litt., 2000) (tabela 2).

Apesar desse preciosismo, há uma grande disseminação de designações alóctones fluindo entre regiões e afastando a possibilidade de uma análise distribucional dos vocábulos. As principais causas desse intercâmbio podem ser atribuídas, dentre outros fatores, à disseminação de nomes populares pelos meios de comunicação, muitas vezes sob influência da artificialização e de padronizações de nomes populares por parte dos ornitólogos.

 

Tabela 2. Nomes populares dos Ciconiidae pelos estados do Brasil. Fontes nas quais as respectivas datas estão ausentes, referem-se a informações pessoais, não publicadas.

Estado

espécie

Ciconia maguari

Jabiru mycteria

Mycteria americana

FONTE

RS

joão-grande

---

cabeça-seca; padre

P.Antas; Sick (1997)

PR

cauauã; cegonha

jaburu

---

Sick (1997); F.Straube

SP

---

jaburu

jaburu

F.Olmos; M.Argel

MG

maguari

jaburu, jabiru, tuiuiú

cabeça-seca

P.Antas; L.Brandt; F.Olmos

RO

---

---

jaburu

F.Olmos

MS

tabuiaiá, cegonha, maguari, joão-grande

tuiuiú, jaburu, jabiru, joão-grande

cabeça-seca

P.Antas; D.Tubélis; C.Yamashita; R.Rosa

MT

tabuiaiá, tapucajá

tuiuiú; tuiuiú-coral; jabiru-moleque; tuinim-da-cabeça-vermelha

cabeça-seca

D.Oliveira; F.Olmos; Pelzeln (1871); Sick (1997)

GO

---

jaburu

---

P.Antas; D.Blamires

PA

maguari

jaburu

cabeça-seca

J.M.C.da Silva

 

Maguari e os limites entre famílias

Não bastassem as controvérsias sobre denominações dos Ciconiidae, surge também a questão do uso de "maguari" (ou outras formas afins) para designar um Ardeidae.Embora hajam indícios atraentes (p.ex. na língua guarani, vide Pérez e Colmán, 1995: mbaguari) para admitir que, originalmente "maguari" fosse relativo à Ciconia maguari, cabe notar que tal denominação foi usada também para Ardea cocoi.

Isso pode ser percebido, por exemplo, no "maguari" de Frei Cristóvão de Lisboa, tratado como Ciconia maguari por Nomura (1996), mas corretamente identificado por Oren (1990) como pertencente à outra espécie.

A descrição do "magoari" de Gabriel Soares de Souza (1587 apud. Cunha, 1982), por sua vez, tal como indicado pelo comportamento de voo, aponta para um incertae sedis, talvez um Ardeidae:

"Magoari é outra ave de côr branca, que faz tamanho vulto como uma garça, e tem as pernas e pés mais compridos que as garças, e o pescoço tão longo que quando voa o faz em voltas; e tem o bico curto e o peito muito agudo e nenhuma carne, porque tudo é pena; e voa muito ao longe, e corre pelo chão por entre o mato, que faz espanto".

 

 

 

Agradecimentos.

Minha gratidão aos amigos que colaboraram com a coletânea de nomes populares dos cicônidas brasileiros: Carlos Yamashita, Dalci M. de Oliveira, Daniel Blamires, Dárius Tubélis, Fábio Olmos, José Maria Cardoso da Silva, Luzimara F.S.Brandt e Maria Martha Argel-de-Oliveira. Os amigos Alberto Yanoski, Rafael Ortiz, Nelson Pérez e Andrés Colmán forneceram valiosos ensinamentos sobre o guarani do Paraguai, inclusive material bibliográfico aqui indispensável. Paulo de Tarso Z.Antas iniciou-me, em 1987, no interesse pela preservação da nomenclatura popular como uma manifestação cultural valiosa, bem como cedeu informações para esse estudo. Meu reconhecimento também aos orientadores Pedro Scherer Neto e Dante L.M.Teixeira pelo auxílio sempre prestado e, da mesma forma, ao entocados Michel Miretzki, Paulo H.Labiak, Alberto Urben-Filho, Cassiano A.Gatto, Angélica Uejima, Renato S.Bérnils, Liliani M.Tiepolo, Juliana Quadros e Gledson V.Bianconi.

Esse estudo é dedicado, com grande carinho, ao amigo Ronald "Tabuia" Rosa, pelos tantos ensinamentos que me presenteou durante minhas viagens ao Mato Grosso do Sul.

 

 

Referências bibliográficas

Aguirre, A. e Aldrighi, A.D. 1983. Catálogo das aves do Museu da Fauna. Primeira Parte. Rio de Janeiro, IBDF. 143 pp.

Andrade, G.A. de. 1985. Nomes populares das aves do Brasil. Belo Horizonte, Editerra. 258 pp.

Buchanan, R.E. 1956. Transliteration of greek to latin in the formation of names of zoological taxa. Systematic Zoology 5(2):65-67.

Cunha, A.G. da. 1982. Dicionário histórico das palavras portuguesas de origem tupi. são Paulo, Melhoramentos. 357 pp.

Cunha, O.R. da. 1989. Talento e atitude: estudos biográficos do Museu Emílio Goeldi, I. Belém, Museu Paraense Emílio Goeldi. Coleção Alexandre Rodrigues Ferreira. 159 pp.

Editorial do Boletim do Museu Nacional. 1930. Carta a Ladisláo Netto [ou] Museu Nacional (Archivo - Doc.14A - Pasta 10). Boletim do Museu Nacional 6(2):129 (encarte, fac-símile).

Ferreira, A.B. de H. 1985. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira. 1838 pp.

Guasch, A. e Ortiz, D. 1998. Diccionario castellano-guarani [e] guarani-castellano. Assunção, Centro de Estudios Paraguayos "Antonio Guasch". 826 pp.

Holmes, S. org. 1985. Henderson's diciotnary of biological termas. Londres, Longman. 510 pp.

Ihering, R.von. 1968. Dicionário dos animais do Brasil. São Paulo, Ed. UnB. 790 pp.

Jobling, J.A. 1991. Dictionary of scientific names. Oxford, University Press.

Machado, O.X. de B. 1950. Nomes, na língua Carajá, de algumas plantas e animais do Brasil Central. Arq. Mus. Paranaense 8:147-164.

Meyer-Lübke, W. 1916. Introdução ao estudo da glotologia românica. Lisboa, Livraria Clássica Editora. 445 pp.

Navarro, E. de A. 1999. Método moderno de tupi antigo. Petrópolis, Editora Vozes. 619 pp.

Nomura, H. 1996. História da Zoologia no Brasil: Século XVI. Primeira parte. Mossoró, Fundação Vingt-Un Rosado. Coleção Mossoroense, Série C, volume 884. 89 pp.

Nomura, H. 1997. História da Zoologia no Brasil: Século XVI. Terceira parte. Mossoró, Fundação Vingt-Un Rosado. Coleção Mossoroense, Série C, volume 943. p.299-405 pp.

Oren, D. 1990. As aves maranhenses do manuscrito (1625-1631) de Frei Cristóvão de Lisboa. Ararajuba 1:43-56.

Pereira, I. 1990. Dicionário grego-português e português-grego. Braga, Livraria do Apostolado da imprensa. 1054 pp.

Pinto, O.M. de O. 1964. Kommentare zu den Vogelbildern Eckhouts im Staden-Jahrbuch. Staden Jahrbuch 14:181-183.

Santos, E. 1979. Da ema ao beija-flor. Rio de Janeiro, Itatiaia. 396 pp.

Snethlage, E. 1912. Catalogo das aves amazonicas. Boletim do Museu Goeldi 8:1-530.

Teixeira, D.M. 1992. As fontes do Paraíso: um ensaio sobre a Ornitologia no Brasil Holandês. Revista Nordestina de Biologia 7(1/2):1-149.

Teixeira, D.M.; Papávero, N. e Pujol-Luz, J.R. 1999. Do Rio de Janeiro a Cuiabá: Notícias sobre os produtos naturais do Brasil, por um autor anônimo do Século XVIII. 7. Capítulo VIII: "Noticia das aves, q'se conhecem no Brazil, com a distinção, e circunstcias de cada húa delas". Historia Naturalis 2(7):155-186.

 

 

Anexo. Carta de Domingos Soares Ferreira Penna, naturalista do Museu Paraense Emílio Goeldi, endereçada a Ladislau Netto, diretor do Museu Nacional. Consta dos arquivos do MN, como: "Archivo - Doc.14A - Pasta 10" (Editorial do Museu Nacional, 1930). Barra oblíqua indica mudança para linha seguinte, segundo o original.

 

"Belem 1841 Março 9/

Caro ilustre Sr Dr Netto/

Nas Notas que submetti a consideração de VSa. eu disse que nunca/ vi o verdadeiro Jaburú sinão de longe ou em vôo. Desejando ser seguro/ nas minhas informações, tratei de obter alguns esclarecimentos a respeito e/ d'esses esclarecimentos que me forão dados por 2 pessôas de Marajó, conhe-/ ci que tinha commettido um erro. Vou indical-o aqui para salvar/ a minha responsabilidade. Eis o que, por ora, tenho colhido [rasurado]/

Rectificação./

No Pará dá-se o nome de jaburú a duas aves differentes que, to-/ davia, o povo em geral distingue do modo seguinte:/

A maior chamão Jaburú-moleque (e, muitas veses, Pássarão)/

A menor chamão Tuyuyú (e, muitas veses, Tujujú). /

Ambas tem a cabeça e pescoço completamente nús e de cor preta/ como a das pernas e do bico, e um sacco, bocio ou protuberancia no/ pescoço./

A 1º é o Mycteria americana nos Naturalistas, é muito maior do que a 2º e/ tem o corpo e todas as pennas de cor branco-parda. /

A 2º (Tuyuyú) é muito mais alva. Tem na parte inferior do sacco do pesco-/ ço um listão rubro escuro ou gola vermelha (como dizem) que falta ao Jabu-/ rú-Moleque, e algas pennas maiores das azas são pretas, cor que, todavia, só/ apparece quando o pássaro vôa ou extende as azas. /

Em Marajó dão também ao Tuyuyú o nome de Cabeça de Pedra, por ter muito grossa, aspera e dura a pelle da cabeça./

Si as Notas que mandei tiverem algum valor, peço que aguarde outras/ informações que trato de colher Já [ilegível] mesmo alguns passaros vivos ou com pelles/ para não me [ilegível] muito nas informações. /

D. VSa./

[ilegível] /

D.S.Ferreira Penna"

 

 

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): 09 março, 2014