Criação de Canários. Alimentação - Banhos - Muda - Reprodução.

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© CHÁCARAS E QUINTAIS, 15 de março de 1939, Vol. 59, pág.357-363

Entre os passarinhos que, com seus gorjeios e trinados, alegram-nos os lares, nenhum há mais popular que o canário. É a linda avezinha tão pouco exigente na alimentação e nos cuidados, a ponto de ser mínimo o lapso de tempo empregado em seu simples tratamento. Em compensação desse pequeno trabalho, ele nos delicia os ouvidos com seus belos cantos. Facilmente adaptável à vida de prisioneiro o canário se faz logo manso, coisa que não acontece com os outros pássaros, quando são caçados e postos em gaiolas e, ainda mais, ou melhor, o que é tudo, aninha sem mais rodeios e reproduz em viveiros. Nisso tudo vai a imensa estima e popularidade em que é tido o encantador passarinho. Os canários têm sido domesticados há séculos e, pode-se dizer, onde vai a civilização também vão eles. Em toda a Europa, na Ásia e pode-se dizer em todo o mundo, assim bem como em nosso país existem milhares de canários reprodutores e muitas sociedades destinadas à criação e aperfeiçoamento da raça. Vários jornais e revistas se editam em alguns países, ocupando-se exclusivamente de pássaros de gaiolas e, nas grandes cidades há, anualmente, exposições dos melhores produtos.

Parece que os canários se aclimatam bem por toda a parte, desde que se os não exponha aos rigores do tempo. Quando já estão habituados, eles são capazes de suportar surpreendentes graus de frio, onde, talvez, outros pássaros sucumbissem. Não é coisa rara na Inglaterra, vê-los sadiamente em viveiros externos, durante o ano inteiro.

ALIMENTAÇÃO

Como dissemos linhas atrás, são simples as exigências alimentares do canário. Alpiste a que tem sido acrescentadas algumas sementes de nabiça e um bocadinho de cânhamo, eis uma ração principal que, quem possui apenas alguns pássaros geralmente compra já misturada. Além da ração de sementes, também dá-se aos canários alguma verdura, especialmente a couve, muita couve, colocando as folhas entre as varetas da gaiola.

Consoante a estação, esse cardápio pode ser alterado, fornecendo-se aos canários ora uns biscoitinhos ora alguma fruta fresca, agora algum "pé de galinha", mais tarde, um bocado de alface. Principalmente na primavera e no começo do verão, os agriões, a aveia silvestre, as diversas espécies de grama, são aconselháveis. Também é muito bom o pão molhado em leite a escaldar, dado frio e por intervalos. As comidinhas delicadas não devem ser ministradas aos canários demasiadamente úmidas. Tudo quanto for alimentação úmida deve ser dado rigorosamente fresco e limpo, pois em caso contrário adoecerão as avezinhas. Siba também nunca deve faltar nas gaiolas e nos viveiros de canários. O cânhamo, conquanto um bom auxiliar da ração, não deve ser dado em excesso, porque engorda e pode tornar os canários tão moleirões, a ponto de pararem de cantar e, casos excepcionais, chegarem mesmo a morrer.

Também na China milenar a criação de canários tem seus afeiçoados: alguns costumes são realmente originais. Por exemplo, ai os canários, azes do canto, são conservados em gaiolas revestidas de pano e todos os dias ganham seu passeio e banhos de sol presos à ponta de uma vara, como mostra a fotografia.

 

Quando os canários param de cantar devido ao excesso de alimentação, será bom ministrar-lhes alguns dos alimentos estimulantes conhecidos com restauradores de canto, ou outros alimentos preparados vendidos na praça e de efeitos semelhantes. Quando for o tempo da "muda", um pouco de sementes de linho postas de permeio com o alpiste dizem ser bom para dar brilho à nova plumagem. Essas sementes hão de, porém, ser dadas em pequena porção, porquanto são prejudiciais si comidas em excesso. Uma ração de bichinhos, fornecida lá uma vez ou outra, faz bem aos passarinhos que não progridem. Em vez disso, pode-se também dar aos canários alguns bocados de carne crua bem picadinha, mas se não deve continuar com esse regime porquanto acabará, dando à gaiola cheiro nauseabundo. Os passarinhos delicados podem comer alpiste, sementes de nabiça e cânhamo, posto de molho em água pura, por espaço de 24 horas, e depois enxaguados e escorridos. Durante o período de procriação, assim que os canários começam a formar pares, convém dar-lhes ovos todos os dias. Prepara-se essa ração, esmigalhando um ovo cozido, bem duro, ou passando-o através de uma peneira, ajuntando-lhe em seguida igual porção de pão, ou de bolachas sem sal, também esmigalhando tudo. Essa alimentação pôde também ser ministrada a pássaros isolado, com intervalo de uma semana. Quando as canárias principiam a incubar, elas precisam ser alimentadas com ovos, cada três ou quatro dias, e até mesmo com menor freqüência. Dizem que juntando-se, mas em pequena porção, açúcar mascavo à ração de ovos, isso faz com que as canárias muito novas não se prejudiquem na postura dos primeiros ovos. Quando os canarinhos deixam a casca deve-se fornecer-lhes ração de ovos, de uma vez. Pessoas entendidas recomendam que, durante o primeiro dia, deve-se dar aos filhotinhos somente gema de ovo cozido. A essa ração acrescentam-se migalhas de pão, diariamente, até ao terceiro dia de alimentação de ovos. Têm sido feitas diversas tentativas no sentido de regular o suprimento da ração de ovos, ou de outro qualquer alimento delicado, de modo a ser a mesma ingerida sem prejuízo. A quantidade há de variar consoante cada caso individual. O suprimento de sementes não há de faltar, sem ser levado em conta o que houver de outra alimentação. É muito conveniente que a ração de ovos seja ministrada aos filhotes, até que eles já estejam bem fortes e sejam capazes de triturar alpiste por si mesmos. O alpiste pilado deve também ser dado aos filhotes, para aliviar o trabalho dos progenitores convindo, todavia, que seja afastado de tal ração o cânhamo, porquanto sua casca encerra substância venenosa que pode matar os pássaros novinhos. A água pura e fresca, os canários podem tomar em qualquer ocasião.

BANHOS - Normalmente, a maior parte dos pássaros toma banho todos os dias, pelo que se deve furtar aos passarinhos cativos a mesma oportunidade. Nas gaiolas abertas, usadas comumente para passarinhos de canto, para que eles se banhem à vontade retira-se o fundo das mesmas, colocando-as sobre uma vasilha que contenha água. Quando as gaiolas são abertas na frente e não possuam fundo móvel, costuma-se ajustar-lhes à porta aberta pequenas gaiolas-banheiros. Tais gaiolinhas, enquanto tenham apelas algumas polegadas de largura comportam sempre um prato para água. Muitos jamais viram banho e, mesmo que se lhes ofereça algum banho e, mesmo que lhes ofereça algum não sabem para que serve. Quase sempre o hábito de renovar-se a ração de alpiste e a água de beber, faz provocar nos pássaros engaiolados o desejo de tomar banho; não se lhes dando eles procurarão arranjar-se com a pouca da água que lhes puserem para beber. Quando algum passarinho teimar em não tomar banho, ponha-se no fundo do prato-banheiro alguma areia limpa e ele não resistirá mais. Após as abluções, escorre-se toda água, indo a areia, ainda dentro do prato, enxugar, a fim de servir para mais vezes. Durante a muda, o pássaro não deverá banhar-se mais que duas vezes na semana. A canária não poderá banhar-se desde o dia da eclosão dos ovos até que os filhotes tenham três ou quatro dias de idade.

Alguns dos tipos de canários de fantasia mais apreciados são o Belga (alto à esquerda) e o Escocês (alto à direita), ambos assumindo a miúde a posição característica que a gravura reproduz. O canário do chão, lado esquerdo, é o Encristado, que se distingue pelo lindo topete que se estende para baixo em torno da cabeça, abaixo da linha dos olhos. No chão também à direita vê-se o Frisado que é um pássaro grande com compridas pernas anelada, belíssimo canário e que no Brasil encontrou o maior número de apreciadores. O canário do poleiro central é o inglês Yoskshire, muito raro no nosso país. (Reproduzimos esta tricromia da revista Yankee "The Nat. Geo. Magazine"  sendo aquarela original do pintor Allan Brooks).

 

A MUDA - Os canários renovam sua plumagem uma vez cada ano. Nos adultos, a muda começa desde março, sendo seus primeiros sinais a presença de alguma pena de asa ou de cauda, no fundo da gaiola. Essas penas grandes são derrubadas aos pares, de modo que uma de cada lado da asa, ou de cada lado da cauda, cai mais ou menos na mesma ocasião. Em circunstâncias ordinárias, nunca o canário ficará com as asas e o rabo despidos inteiramente de grandes penas. Também a plumagem do corpo vai sendo mudada a pouco e pouco, de modo que exceto a cabeça, não há normalmente partes grandes de corpo inteiramente desfeitas de penas, em qualquer época. Tratando-se de reprodutores de ambos os sexos, a muda geralmente vem logo depois passado o tempo de criação. Os filhotes mudam as penugens do corpo logo que deixam o ninho, mas conservam as primeiras penas do rabo e das asas ainda por um ano. Nos canários sadios, a muda completa pede cerca de dois meses. Muito embora seja a muda uma situação anormal, os canários não exigem geralmente cuidados especiais durante ela, atravessando-a em boas condições. Na época da muda, os canários ficam como que lerdos e estúpidos, convindo, por isso, não os perturbar. Os banhos se reduzem nessa ocasião a dois semanalmente, mas, caso eles não os procurem, não se deve molhá-los de modo algum. Será bom então adicionar ovo ou pão umedecido, à ração quotidiana, uma ou duas vezes por semana. Em vez de água pura, pode dar aos canários chá de açafrão bem fraco, podendo-se também juntar à ração de ovos uma pequena porção de enxofre, quando se tenha em mira o bonito colorido da plumagem durante a muda. Um pouquinho de linhaça misturada no alpiste dará às novas penas um brilho fulgurante, não conseguido por outros meios.

Quando a muda não vem no tempo habitual, pode-se  provocá-la algumas vezes cobrindo a gaiola com um pano bem escuro e a colocando em local quente e abrigado, onde a avezinha não seja incomodada. Uma muda incompleta é sempre sintoma de idade avançada ou de prostração. Neste último caso, é possível melhorar a situação do pássaro, dando-lhe alimentos de assimilação fácil e carinhosa proteção na muda imediata. Uma mudança brusca de temperatura, ou um resfriamento súbito, pode retardar o andamento da muda e, possivelmente, causar sérias perturbações. Dando o pássaro sinais de estar sofrendo, será necessário colocá-lo incontinente em aposento quente e bem abrigado. Um pouco de açafrão e dez gotas de álcool, poderão prestar benefícios, quando adicionados à água de beber.

O Editor de CHA. e QUI. que é também um apaixonado apreciador de canários, conversa com seus mais recentes pupilos, três jovens exemplares de bela plumagem frisada.

 

CRIAÇÃO - Para canários, no Brasil, a época de reprodução começa propriamente a 15 de Julho. Há amadores que conservam os casais durante o ano inteiro: a prática aconselha porém, ter os sexos separados, exceto quando em reprodução. Quando vai se aproximando o tempo de procriação, os canários cantam vigorosamente, com gorjeios demorados e altos, e tornando-se impacientes, muito ativos. As canárias - até então indiferentes, respondem com umas chamadinhas altas, batem as asinhas e demonstram, por todos os modos seu interesse. Reúnem-se  os casais sem ser preciso o aparecimento de tais indícios mas, geralmente, isso serve apenas para prolongar o tempo de procriação, não advindo daí nenhum resultado prático. Quando se fizer mister, o instinto de reprodução deve ser excitado pela junção de ovos e verdura à ração comum. Havendo oportunidade, os canários engaiolados são polígamos, pelo que muitos criadores colocam duas e até mesmo três canárias para um só companheiro. Outros, mais acertadamente, mantém seus canários aos pares, não só por ser mais fácil de lidar com eles, como ainda porque nascidos os filhotes, também os machos auxiliarão as canárias nos cuidados dos primeiros tempos. Quando houver bigamia, o canário deve ser posto em uma gaiola dividida por corrediças em três compartimentos. O macho fica no aposento do meio, indo uma canária para cada lado. Durante meio dia o sultão satisfará a uma das companheiras indo, na outra metade do dia, ficar com a outra. Com esta disposição, haverá em cada aposento a indispensável ração completa. Começando as canárias a incubar, o macho entra logo em disponibilidade. Para um casal somente, fabricam-se gaiolas, tendo uma divisão de arame corrediça. Colocam-se cada qual em seu compartimento, deixando-se que travem relações. O macho começará logo a dar de comer à canária, através das grades, isso ao cabo de um ou dois dias ou, talvez mesmo, à primeira vista. Observadas as boas relações, move-se a corrediça, ficando o casal à vontade.

Não só o canto e o colorido da plumagem fazem do canário um animalzinho querido na maioria dos lares. Ele tem também a sua utilidade, salvando a vida dos trabalhadores das minas de carvão de pedra, pois ao menor sinal de desprendimento de gazes venenosos o frágil canário desperta a atenção dos operários que se armam das máscaras de oxigênio.

 

 Quando a gaiola não possui a divisão móvel, geralmente os dois se põem a escaramuçar, logo de começo, mas sem demora maior a canária cede. Depois de reunidos em casal, a fêmea começa a carregar peninhas no bico, ou a procurá-la no fundo da gaiola. Fornecendo-lhe algum material próprio, vê-se logo a fêmea pôr-se a arranjar afanosamente a futura cama da ninhada, isso por espaço de diversos dias. O material destinado à fabricação do ninho pode ser arranjado em uma gradezinha de arame, suspensa pelo lado de fora do viveiro, ou mesmo pelo lado interior. Esse material se constitui de palhinhas secas e delicadas, flocos de algodão, musgo seco, pedaços de crina, ou outra qualquer coisa delicada e fofa. Crinas compridas ou outro qualquer fio muito longo não são aconselháveis, porque podem embaraçar as patas das canárias e as dos filhotinhos. Tudo quanto for destinado à fabricação do ninho há de ser perfeitamente limpo e livre de poeira. Amadores há que preferem colocar nos viveiros ninhos já prontos; isto é de vantagem, pois se encontram fêmeas que não gostam de cumprir com o seu dever. Dos ninhos comprados feitos o melhor é o de barro porque, terminada a estação de cria, lavado rigorosamente, está sempre pronto para novas aplicações. Na falta dele, serve uma caixinha de madeira, tendo de profundidade uma polegada e um quarto, ou mesmo mais pouco. Toda a caixa destinada a servir de ninho deve ter um forro de feltro, o qual pode ser colado, para sua fixação. Terminada a época, basta lavar o ninho e já se terá desgrudado todo o feltro. Seja qual for o material dos ninhos, eles devem ficar suspensos à altura de uma polegada sobre o nível dos poleiros, evitando-se com isso que os canarinhos deixem as caminhas logo cedo. após uma semana até um M6es de casados, a canária botará o primeiro ovo, sendo que, em condições normais, ela o deposita ao cabo da segunda semana. O número de ovos varia entre três e seis, mas o comum são quatro ou cinco. Uma vez depostos, os ovos devem ser imediatamente recolhidos, o que se consegue com o auxílio de uma colher de chá, cuidadosamente, a fim de se não quebrar a delicada casca. Eles hão de ser guardados, envoltos em farelo, paina, ou outro qualquer material assim delicado, mas em local fresco. Não hão de ser tocados e nem devem esbarrar uns com outros. Na tarde do dia em que for deposto o terceiro ovo, todos eles devem voltar de novo para o ninho. A remoção dos ovos, para depois repô-los ao ninho, faz com que suspenda a incubação e o desenvolvimento nos primeiros a serem depostos, contribuindo para que o tempo de choco se dilate mais. É de 14 dias o período normal de incubação.

Algumas vezes a deposição do ovo se torna difícil podendo-se remover o mal pela seguinte forma. Besunta-se com óleo de mamona aquecido, à razão de duas gotas, a extremidade posterior do oviduto voltando, logo, a canária para a gaiola. Se ao cabo de meia hora o ovo não for expelido, será necessário manter a avezinha suspensa por alguns minutos sobre o vapor de água quente, mas tendo o orifício de saída voltado de maneira a perceber o vapor. Um bom método consiste em encher um jarro de pescoço estreito, ou mesmo uma garrafa, com água quente, cobrindo a boca do recipiente com qualquer pano bem ralo; sobre esse pano, mantém-se a canária, com todo o cuidado, por espaço de um ou dois minutos, para receber assim o jato de vapor. O ovo cairá, muitas vezes, logo em seguida, sobre o pano ou, o que é mais comum, tornada à gaiola, a canária o depositará pelos meios normais.

Que fisionomias sisudas! Toda a atenção é pouca: ai está um aspecto da assistência que vai julgar o canto dos canários submetidos a concurso num lugarejo do Norte da Alemanha. Esta fotografia esclarece bem o espero do julgamento naquelas paragens: Toda a  acuidade é pouca! ...

 

Todo o viveiro de canários deve estar provido de areia limpa, convindo mudá-la, no mínimo, um dia sim, um dia não. Salvo esses cuidados indispensáveis e a provisão de alimentos, de água e as facilidades de banhos, será mínimo o trabalho dado pelos canários aos seus criadores.

Costumam alguns criadores, quando os filhotes têm oito dias de idade, remove-los para um novo ninho, quando o ninho primeiro estiver infestado de parasitas. Quando assim for, antes de passar as avezinhas de um ninho para outro, será indispensável o emprego de um inseticida, pulverizando sobre elas. Passados 20 a 30 dias da eclosão, os canarinhos abandonam o ninho. Deixa-se que eles acompanhem os progenitores, até que aprendam a comer sozinhos; a separação completa somente se efetuará quando eles já puderem quebrar alpiste, ou qualquer outro grão destinado ao seu sustento. É de bom aviso a continuação da ração de ovos por algum tempo,sendo a pouco e pouco diminuída, em sua quantidade, a ponto de ficarem os passarinhos habituados absolutamente à simples ração de alpiste, ou de outro grão que tal.

Muitas vezes os canários criam até três ninhadas por estação, e a fêmea pode estar pronta para procriar, estando seus filhotes já com três semanas de idade. Para se obter isso, basta apenas providenciar-se para o fornecimento de material do novo ninho; o resto irá por conta do casal.

Removidos os canários novos da companhia de seus progenitores, eles não hão de ficar em contato com outros mais velhos ou mais fortes, por algum espaço de tempo. No primeiro dia de separação, haverá muito cuidado com eles: se houver algum que não queira, ou não possa comer sozinho, dever-se-á logo passá-lo, outra vez, para a companhia dos pais. Se bem que grande parte das perdas de canários se dê justamente por esta ocasião, havendo cuidado na comida e na limpeza, os prejuízos se reduzirão ao mínimo.

*** Todos os dados constantes deste artigo foram resumidos da monografia editada pelo Ministério da Agricultura dos Estados Unidos da América do Norte e da autoria do Dr. Alexandre Wetmore, assistente biologista do Bureau of Biological Survey, do citado departamento, de Washington. Esta monografia é intitulada CANARIES: THEIR CARE AND MANAGEMENT.

Naturalmente foram introduzidas pelo editor no presente texto algumas modificações indispensáveis, sendo portanto os conselhos aqui exarados, completamente aplicáveis ao Brasil e às nossas condições especiais: haja vista a época da muda, da reprodução, a alimentação etc.

Aliás a presente colaboração é apenas um resumo de uma pequena parte da monografia norte-americana. Mas esta empresa já publicou estando agora na quinta edição, a tradução completa da monografia e mais alguns capítulos escritos por autores brasileiros competentes, constituindo todo este rico material o livrinho O CRIADOR DE CANÁRIOS que os interessados encontrarão à venda em todas as boas livrarias e casas de avicultura. Trata-se de um folheto de 32 páginas, belamente ilustradas e enfeixadas em lindíssima capa colorida.

© CHÁCARAS E QUINTAIS, 15 de março de 1939, Vol. 59, pág.357-363


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