Concursos de Curiós de Santos-SP (1952, 1953 e 1954)

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© FAUNA, janeiro de 1953, Ano XII, Número 1, pág. 25

Uma competição "sui generis"

Texto: Prof. Mair Pereira Leite

Fotos: Hélio Carpes Jacques

Seqüência de fotografias apanhada no dia em que se realizou a competição do concurso do "curió" na vizinha cidade praiana - O vencedor da competição -

- os cinco juízes que lutaram novamente para acertar o vencedor - O vencedor entre os quatro juízes que proclamaram a vitória de "Galego"- O primeiro concorrente derrotado é que levou tremenda vaia - Foto gentileza do Sr. Prof. Mair Pereira Leite.

São Pedro é tradicionalmente protetor dos pescadores, já que essa era a sua humilde profissão, antes de seguir o Divino Mestre. O Santo discípula pela sua incomensurável bondade, segundo as Escrituras, passou a ocupar um posto espinhosíssimo. Velar pela distribuição dos mananciais celestes. E foi assim que o querido velhinho atendendo ao apelo de Santo Humberto, padroeiro dos caçadores, fez quebrar uma tradição em Santos parou a chuva que copiosamente caía na cidade praiana, justamente num domingo! E o 26 de outubro amanheceu radioso de luz e claridade!

O paciente leitor, certamente, estará pensando que vou descrever uma competição que teria como pseudo marcador de performances o pluviômetro. Não, nada disso, o que ora irei descrever para os amigos de "Fauna" será o desenrolar da competição mais sensacional e inédita que imaginar se possa.

Já assistimos a várias modalidades de competições, ou ouvimos falar das mais incríveis façanhas de pacientes amestradores de animais. Um exemplo disso é a maliciosa história de Mark Twain sobre os possuidores de sapos grandes saltadores. Os contendores, lídimos representantes dos batráquios, portanto, segundo as palavras do admirado escritor, ganharia a aposta o anuro que desse maior pulo! E o ponto alto da história era aquele em que um dos proprietários conseguiu grande soma de dinheiro, em apostas porque, às escondidas, enchia a pança do pobre batráquio de bolinhas de chumbo!

Entretanto, fazer um sapo saltar não é lá grande proeza. mas, "torcer" para que um pássaro cante mais que outro, isto é coisa que somente maníacos do bel canto dos animais alados podem compreender.

"Fauna", que dia a dia vem se impondo entre caçadores e pescadores do litoral, por isso mesmo, graças aos amigos que ela já possui, recebeu amável convite para assistir ao concurso dos mais emocionantes e inéditos destes últimos tempos.

Quando recebemos o convite nos seguintes termos: Concurso do Curió, duvidamos pensando em alguma peça.

No domingo de 26 de outubro, encaminhamo-nos para o local indicado, Av. Presidente Wilson, 70, um terreno à beira mar e razoavelmente arborizado. Sob o ponto de vista técnico, pareceu-nos ideal para concurso de canto para pássaros, notadamente o famoso conirostro sul americano.

Entramos logo em entendimento com os promotores do certame, Srs. Alceu Amaral (Presidente) e Francisco Marques (técnico) e colhemos informações preciosas e interessantes.

Primeiramente, capacitamo-nos do êxito da empreitada pela considerável assistência que ruidosamente lotava a parte destinada aos torcedores.

Dos 50 concorrentes inscritos, 30 já se encontravam, antes da hora marcada para o início, com suas gaiolas devidamente cobertas para que o pássaro, ao entrar em contacto com a claridade, sentisse ímpetos de dar largas ao mavioso canto emanado daqueles pulmõezinhos minúsculos, mas cheios de vitalidade. Seus proprietários, tal qual donos de galos de briga, faziam rodinhas contando vantagens que tenho até vergonha de contar aqui, tal a fanfarronice e idolatria aos seus pupilos de penas avinhadas...

Soubemos, entre outras coisas, que há pássaros curiós, que vale mais de cinqüenta mil cruzeiros (para os donos, naturalmente!) e que para incentivar ainda mais a criação e aperfeiçoamento dessa ave canora é que se estava tentando realizar o Primeiro Concurso que se tem notícia no Brasil.

Logo de início, os primeiros concorrentes chamados se apresentaram carregando as preciosas aves.

Decorridos os 10 minutos de praxe ou regulamentares, um dos proprietários cuja ave "não deu o ar da graça" ou, melhor, "não abriu o bico", levou tremenda vaia.

Para que o leitor tenha idéia de uma torcida de curiós, ai vai essa maravilhosa frase dedicada a um dos perdedores, por um torcedor humorista:

- Ei, esse curió tá bom é prá ser comido com arroz!

E dezenas de frases assim cansamo-nos de ouvir cada vez que trocavam de competidores.

O concurso que teve um desenrolar animadíssimo, contou com a presença das seguintes autoridades que ali foram levar o testemunho de uma cooperação digna de louvores: Orlando Esteves, inspetor de Caça, Thomaz Mattos Smith, Luiz Marques Cantinho, Sebastião Vilela, fiscais do Departamento de Produção Animal, representantes da imprensa local e de outros clubes de Santos.

Funcionaram como juízes os seguintes senhores: Moacir Carlos Santos, Armando Porvarim, Agenor Cachulo, Uriel Campos e Arnaldo Fernandes.

Para essa competição foi usado o seguinte Regulamento, a título experimental:

(Esse regimento acha-se na pág. 52)

 

© FAUNA, janeiro de 1953, Ano XII, Número 1, pág. 25


© FAUNA, janeiro de 1953, Ano XII, Número 1, pág. 52

CONCURSO DE CURIÓ

REGULAMENTO

1 - Todos os concorrentes ao entrarem no recinto onde se realizará o citado concurso, deverão assinar seu nome e receber uma ficha que deverá ser devolvida na saída, sem a qual não é permitido sair com a gaiola.

2 - Não é permitido desensacar a gaiola sem consentimento dos juizes.

3 - É expressamente proibido negociar nas imediações do local do concurso (Lei imposta pelo Instituto de Caça e Pesca).

4 - O curió que for desclassificado deverá ser imediatamente ensacado, para não prejudicar os demais.

5 - O tempo de espera para ser julgado o canto do Curió é de... minutos; ao ter-se esgotado o tempo regulamentar e o pássaro não cantar, será desclassificado.

6 - Não é permitido fazer a inscrição no dia do concurso.

NB - Pede-se respeito e consideração para com os juizes.

Resultado final do certame:

BEL CANTO: 1º lugar Sr. Benedito do Espírito Santo (popular bigode). Nome do curió: Galego.

2º Lugar: Sr. Américo Ramos. Nome do curió: Macaco.

REPETIÇÃO: 1º lugar, Sr. Agenor de Arruda Campos. Nome do curió: Papa.

2º lugar: Sr. Álvaro Carvalhal.

FIBRA E VALENTIA: 1º lugar, Sr. Heitor Roman. Nome do curió: Serelepe.

O MELHOR PARDO: 1º lugar, Sr. Arthur Esteves. Nome do curió: Xodó.

Aos vencedores foram ofertados magníficos prêmios.

Antes de encerrarmos este pequeno comentário, queremos renovar os nossos parabéns aos idealizadores do notável concurso, ao mesmo tempo que sugerimos aos criadores de outras cidades que também formem as suas equipes de avinhados logo, pois teremos campeonatos intermunicipais.

© FAUNA, janeiro de 1953, Ano XII, Número 1, pág. 52


Grande Concurso de Curiós

© FAUNA, dezembro de 1953, Ano XII, Número 12, pág. 9

Entrega de prêmios pelo professor Fuschini, vendo-se na fotografia Chico Marques, Álvaro Carvalhaes e Alceu Martins.

Os amadores de pássaros canoros tiveram um grande dia em Santos, com a realização do concurso de Curiós. Este ano houve maior interesse que o primeiro, também bastante concorrido. Desde cedo movimentaram-se os amantes deste esporte, sendo vistos carregando suas gaiolas pelas ruas da cidade, em direção à Ponta da Praia caminhando para o Instituto de Pesca Marítima, onde foram realizadas as provas. Esse original concurso despertou curiosidade em Santos, chegando até a movimentar interessados da Capital do Estado e do Interior, nascendo a idéia de se organizar uma Federação de Amadores de Pássaros Canoros, reunindo as Associações regionais, objeto de uma notícia que transmitimos em outro local. Grande número de pessoas foram atraídas pela curiosidade de assistirem às disputas entre os cantores pela originalidade das provas constando canto perfeito e beleza de canto. Os curiós foram subdivididos, para efeito das provas, em Curió Pardo e Curió Preto, realizando-se as disputas em dias diferentes., conforme segue:

Dia 4-10-53

1a. Prova dos Pardos - CANTO BONITO

1o. Lugar - AGENOR DE ARRUDA CAMPOS

2o. Lugar - RAMON SANCHES

2a. Prova dos Pardos - CANTO INFERIOR

1o. Lugar - Wilson Brant Barros

2o. Lugar - Felix Eulalia de Souza

FIBRA E VALENTIA - 1a. Prova -

CANTO BOM

1o. Lugar - MANOEL XAVIER

2o. Lugar - HUMBERTO MARCHETTI

FIBRA E VALENTIA - 2a. Prova

CANTO INFERIOR

1o. Lugar - AGENOR DE ARRUDA CAMPOS

2o. Lugar - JOSÉ JOAQUIM DA COSTA

Dia 11-10-53

Destacando-se as provas de Canto Perfeito e o melhor do Concurso, sendo classificado nessa prova o pássaro "RIO BRANCO" de propriedade do Sr. Álvaro R. Carvalhaes.

Na Prova de Canto Perfeito, depois de renhida disputa classificaram-se para as finalistas 3 concorrentes, Srs. Felipe Begido, Américo Ramos e Lázaro C. Nascimento, voltando a ser disputado novamente essa prova, os juízes concordaram em considerar empatados em 1o. lugar os pássaros dos dois primeiros e dando menção honrosa ao último participante. Para essa prova o vereador Fuschini ofereceu prêmios iguais aos dois primeiros e um prêmio especial ao último, além das medalhas especiais oferecidas pelo "SESI".

CLASSIFICAÇÃO GERAL PARA AS OUTRAS PROVAS:

Canto Perfeito com repetição - 1o. lugar: Waldemar Alonso.

2o. Lugar: Moacir C. Santos.

Canto Bonito com repetição - 1o. lugar: Álvaro R. Carvalhaes.

Canto Bonito - 1o. lugar: Moacir C. Santos

Canto Perfeito - 1o. lugar: Felipe Begido e Américo Ramos.

Menção Honrosa - Lázaro C. Nascimento

Canto Perfeito - Troféu Transitório - Marmoraria União - Felipe Begido e Américo Ramos.

Esperam os organizadores promover, por ocasião do IV Centenário, uma reunião de âmbito estadual.

© FAUNA, dezembro de 1953, Ano XII, Número 12, pág. 9


© FAUNA, novembro de 1954, Ano XIII, Número 11, pág. 42-48

III Concurso do Curió

Mair Pereira Leite

Grupo de dirigentes da Associação e participantes das provas de domingo, dia 17. No centro o Curió vencedor da prova "Serviço Social da Indústria (melhor do concurso)".

Convite de "Fauna"- Previsões que deram certo - Quanto pode uma idéia - Departamento da Produção Animal cumpre o que promete - Competição movimentada para animais tão pequenos - Outras notas

Quando em 1953 publicamos "Uma competição sui-generis", modesta reportagem sobre o Primeiro Concurso do Curió, longe estávamos de imaginar que aquilo que dissemos fosse ultrapassado em tão pouco tempo. Realmente, desde o convite que pensamos tratar-se de alguma brincadeira, até a realidade do mais inédito concurso que nos fora dado assistir - tudo concorreu para que tivéssemos notado que os afeiçoados aos curiós não estavam brincando e sim competindo seriamente.

O pequeno conirrostro é adorado por uma verdadeira multidão de fãs. Possuir um bom curió cantador é verdadeira honra para o proprietário. Tudo que esteja ao seu alcance é proporcionado à pequena ave para que possa tirar dela apenas o mavioso canto.

Assim, pois, com grande satisfação, recebemos o ofício nº1/54 da Associação dos Amigos de Pássaros Canoros, para assistirmos a mais uma competição e acertarmos o propósito de transferir todos os compromissos para que não pudéssemos faltar.

O dia 10 de outubro amanheceu nublado e o vento soprava com alguma intensidade.

Na expectativa de um adiamento, dirigimo-nos à Ponta da Praia, em busca do Instituto de Pesca Marítima, onde seria realizada a competição. Qual foi a nossa surpresa ao depararmos um público dos mais numerosos e entusiasmados.

Era de se ver "granfinos" saindo dos seus possantes automóveis, simples trabalhadores, senhoras e senhoritas, usando todos os meios de condução, inclusive bicicleta, todos sobraçando suas gaiolas "encapotadas" onde, sob aquela camuflagem, escondiam seus preciosos pássaros cantores. Misturamo-nos entre os proprietários e torcedores e ouvimos os mais disparatados palpites. Naquele entusiasmo contagiante uma coisa era notória: o concurso do curió reunindo pessoas das mais variadas camadas sociais, nivelavam-se para a troca de bravatas. Todos queriam exaltar as qualidades dos competidores empenhados.

Buscamos falar ao Alceu Amaral, presidente da entidade, mas vimo-lo tão atarefado que desistimos. Procuramos então um dos diretores que pudesse prestar algumas informações. Era nossa intenção - seguindo a linha da imprensa, que é informar o seu público leitor.

Fomos atendidos com toda solicitude pelos senhores Ramon Sanches e Lázaro Nascimento, que prontamente puseram-se à nossa disposição. Foi assim que resolvemos colher os dados que a seguir vão relatados e que certamente farão a delícia daqueles que se interessam pelo assunto.

Quisemos, inicialmente, saber de que modo se consegue o curió, se caçando, criando etc.

Coube ao Ramon fazer uma longa exposição sobre o assunto.

O curió é pássaro selvagem, valente brigador. Machos da mesma espécie estão em luta constante e a maviosidade do seu gorgeio tem por finalidade atrair a fêmea.

Alimenta-se sobretudo de alpiste, não desprezando misturas para aves encontradas no comércio. Indomesticáveis, não procriam em viveiros ou gaiolas.

As variedades que caem nas armadilhas são o pardo, pintado e preto, sendo que todos são da mesma espécie, variando essa plumagem de acordo com a idade. Na fase de pardo, por exemplo, que seria o port-puberdade, digamos, é facilmente confundido com a fêmea que invariavelmente é dessa cor.

Outro aspecto interessante do curió prende-se ao fato da zona onde é caçado. Curió do litoral, alegam, é mais cantador e mais valente. Seria o pulmão iodado?

São facilmente domesticáveis, isto é, após algum tempo de cativeiro, ficam mansos e acostumados com o homem.

Nesta altura da prosa, o Lázaro também entrou "na conversa".

Demonstrou, por sua vez, que o curió para ser capturado precisa de uma boa "negaça" ou um bom "chamador", cuja maior qualidade deve ser a de valente e brigão.

Como tudo nesta terra, um curió também está sujeito ao tubaronismo. Há aves de alguns milhares de cruzeiros mesmo sem o competente "pedigree". Acrescenta, o Lázaro, que da Praia Grande até Pedro Tacques, oferecem aves de maior valor, principalmente nos sítios Rio Branco, Cubatão e Piassaguera. Não queremos com esta informação alertar o espírito dos apreciadores de curiós mas, vale a pena apanhar um bichinho que pode proporcionar uma receita extra de milhares de cruzeiros...

Perguntamos se o concurso assim em recinto aberto era mais indicado para a competição. Isto porque estávamos observando que forte vento vindo do mar estava prejudicando a competição.

Coube ao Ramon responder.

-Temos feito os concursos assim, mas isto não quer dizer que o curió não cante em recinto fechado. Talvez dê mais resultado, mas não foi ainda experimentado. Quisemos saber da possibilidade de um concurso intermunicipal.

-Realmente, é uma grande idéia, falou Ramon Sanches, mas estamos cogitando introduzir também outras aves canoras em nossos torneios. Para tanto já solicitamos informes e auxílio técnico do departamento da Produção Animal, por intermédio do Sr. Joaquim Ribeiro de Moraes, que tem sido nosso amigo incansável. Corre tudo bem, segundo nossos interesses. Até prêmios foram doados por esse prestigioso Departamento.

Devemos muito também ao Dr. Emílio Varoli, Diretor da Divisão de Animais Silvestres. Enfim, neste setor, creio, em breve estaremos competindo com vários clubes do hinterland e da capital.

SUA MAGESTADE O CURIÓ

Um fator que nos chamou a atenção foi a gíria onomástica que os afeiçoados dispensam ao pássaro indígena.

Pela relação dos concorrentes, anotamos os nomes mais engraçados e sugestivos. Quisemos explicações.

O proprietário do Curió "Martelo"o melhor do concurso recebendo a valiosa taça oferecida pelo Serviço Social da Indústria (SESI)

 

Eis o resultado:

MARTELO: assim se chamava a linha canora. Por que? Era um excelente cantador, vibrante, daqueles que não param nem com o ruído de uma martelada...

CARUSO: emérito cantador e que seu proprietário resolveu assim revelar as suas altas qualidades.

ZATOPEKA: encontramos e registramos esse interessante nome. Quem sabe se o seu proprietário, além de admirador do grande fundista, não foi também grande corredor?

GARGALHADA, MATRACA, ABANDONADO, são nomes que dizem bem da índole poética e admirativa dos seus donos.

Sede própria e Estação de Caça

É intenção dos diretores da Associação dos Amigos de Pássaros Canoros, atualmente com mais de 100 sócios, erigir em breve a sua sede própria.

Ali terão os associados o ambiente apropriado onde possam trocar idéias e pássaros. A par do auxílio que os poderes públicos vêm prestando, em troca, pretendem os curiófilos prestar o seu concurso para que seja respeitada a estação de caça. desse modo, a época de procriação será respeitada e impedirá talvez, o desaparecimento do lindo avinhado.

Damos a seguir os resultados das diversas provas.

Canto Fibra, prova RÁDIO CACIQUE

1° lugar - Ás Negro - 15 pontos - de Joaquim R.Garcia - Prêmio medalha de vermeil.

2° lugar - Furacão - 4 pontos - de Álvaro B.Silva - Prêmio medalha prateada.

3° lugar - Martelo - 1 ponto - e Júlio Guerreiro - Prêmio medalha de bronze.

Melhor Curió Pintado - prova RÁDIO GUARUJÁ

1° lugar - Caruso - 10 pontos - de João S.Soares - Prêmio taça A.A.P.C (Alceu Amaral dif.) - Medalha de vermeil.

Melhor Curió Pardo - prova RÁDIO CLUBE DE SANTOS

1° lugar - Capa Branca - 29 pontos - de Manoel Álvarez - Prêmio taça Dr. Joaquim Moraes (dif. -Medalha de vermeil).

2° lugar - Boqueirão - 20 pontos - de Miguel Mazziteli - Prêmio medalha prateada.

3° lugar — Odalisca — 16 pontos — de Pas­choal Buffoni — Prêmio medalha de bronze

3° lugar — Poço Preto — 16 pontos — de Pedro José da Silva — Prêmio medalha de bronze

 

Canto Perfeito c repetição prova RÁDIO ATLÂNTICA

 

1° lugar — Bico de Ouro — 16 pontos 3 repetições de Dr. Guerra Junior — Prêmio Taça Comissão Central de Esportes (transitória) — Taça Comissão Central de Esportes (def. — Medalha de vermeil)

 

Canto Bonito c repetição prova "A FAUNA"

 

1° lugar — Martelo — 34 pontos e 13 repe­tições de Julio Guerreiro — Prêmio Taça Vereador Domingos Fuschini (de­finitiva — Medalha de vermeil)

2° lugar — Rio Branco — 30 pontos e 12 repetições de Álvaro R. Carvalhaes — Prêmio medalha prateada

3° lugar — Bandeirantes - 24 pontos e 5 repetições de Manoel O. Simões — Prêmio medalha de bronze

Canto Bonito prova "A TRIBUNA"

1° lugar — Bandeirantes — 25 pontos — de Manoel O. Simões — Prêmio Taça A Tribuna (transitória — Taça Ramon Sanches Filho (definitiva — Medalha de vermeil)

2° lugar — Jacaré — 23 pontos — de Joaquim Barreto — Prêmio medalha prateada

3° lugar — Teimoso — 19 pontos — de Julio Guerreiro — Prêmio medalha de bronze

Canto Perfeito prova "O DIÁRIO"

1.°lugar — Tinhoso — 28 pontos — de Os­waldo Perez — Prêmio troféu Marmo­raria União (transitório — Taça Álva­ro R. Carvalhaes (definitiva — Medalha de vermeil)

2.° lugar — Desconhecido — 18 pontos — de Felipe Begido — Prêmio medalha prateada

3° lugar — Tenório — 17 pontosde Or­lando Martins — Prêmio medalha de bronze

 

Melhor Curió apresentado no Concurso

 

"PROVA SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA"

 

Curió — "Martelo" — de Julio Guerreiro — Prêmio taça Serviço Social da In­dústria (SESI) transitória — Taça Serviço Social da Indústria (SESI) defini­tiva medalha de vermeil especial.

A Comissão Julgadora funcionou assim organizada : Miguel Caruso, Uriél Penim Campos, Oswaldo Pares, Moacyr C. Santos, Agenor Cahula, Arnaldo Polverine e supervisão técnica de Francisco Marques.

A Diretoria da Associação dos Amigos de Pássaros Canoros esta assim constituída: Presidente de Honra Vereador Domingos Fuschini, presidente Alceu Amaral, vice-presidente Dr. Joaquim Moraes, secretário José Benedito Veneziano, tesoureiro, Casi­miro Giangulio, diretor técnico Francisco Marques, Conselheiro Deliberativo : presi­dente Alvaro R. Cavalhaes, vice presiden­te Joaquim Barreto, secretário Eduardo Hayden Carvalhaes. Possui a Associação os departamentos de: Canários Rolers, Canário Campainha, Canto do Curió, Canto do Pintassilgo, Canto do Sabiá, Canto do Colerinha, Canto do Azulão e Canto do Bicudo.

O 3.° Concurso do Canto do Curió foi autorizado e oficializado pela Divisão de Produção de Peixes e Animais Silvestre da Secretaria da Agricultura e pela divisão de Caça e Pesca.

© FAUNA, novembro de 1954, Ano XIII, Número 11, pág. 42-48

(Ortografia atualizada)


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