REVISTA DE ORNITOLOGIA PARANAENSE

Ano I, nº 1, agosto de 2000

 

 

EDITORIAL

 

Bem-vindos à Revista de Ornitologia Paranaense, distribuída a todos os interessados na pesquisa de aves e também nas ciências correlatas, com ênfase ao Estado do Paraná.

Neste primeiro volume procuramos deixar muito evidente a simplicidade a que nos propomos com essa iniciativa. Pensamos que, quanto mais simples for o nosso periódico, maiores são as possibilidades de termos uma participação bastante ativa da comunidade de ornitólogos do Paraná.

De ante-mão, agradecemos a todos os envolvidos na criação desta proposta, especialmente aqueles que enviaram contribuições para o seu conteúdo.

 

 

NOTÍCIAS

 

I Encontro Paranaense de Ornitologia.

Durante o VII Congresso Brasileiro de Ornitologia, CBO (Rio de Janeiro, julho de 1998) ficamos surpresos ao receber folders e cartazes sobre um evento prestes a acontecer. Eis que, depois de vários anos de idéias, projeções e expectativas, teríamos um sonho realizado: o I Encontro Paranaense de Ornitologia. Essa reunião acabou por ser concretizada nas dependências da Klabin, em Telêmaco Borba, apenas dois meses após o CBO do Rio (setembro de 1998).

O evento foi organizado por Luiz dos Anjos, da Universidade Estadual de Londrina, com o apoio da Klabin, por intermédio de Ralph A.Berndt. Participaram quase duas dezenas de ornitólogos, todos residentes no Paraná e em plena atividade científica. Foi convidada Lenir A.do Rosário da FATMA (Florianópolis), que proferiu interessante palestra sobre a edição e métodos usados para a confecção de seu livro "As aves em Santa Catarina: distribuição geográfica e meio ambiente". Outras duas palestras foram apresentadas, uma sobre a História recente da Ornitologia no Paraná (Pedro Scherer-Neto) e outra tratando do grau de conhecimento ornitológico no Paraná com aplicação de uma técnica de avaliação geográfica (Fernando Straube).

Um dos objetivos do encontro foi a apresentação e discussão prévia para a edição de um "Atlas ornitogeográfico do Paraná" que ficou sob a responsabilidade de Luiz dos Anjos.

O primeiro Encontro foi certamente uma marco na congregação dos pesquisadores da Ornitologia no Paraná. Apesar da ainda tímida representação de estudiosos - sabemos que são mais de 30 os ornitólogos paranaenses - ficou a certeza de que outros encontros similares irão acontecer, contribuindo significativamente para o engrandecimento regional dessa ciência e das relações e intercâmbio entre os pesquisadores.

No próximo número desta Revista, estaremos anunciando as definições dos bastidores para a organização do próximo Encontro. Aguarde!

 

 

 

 

IX CONGRESSO BRASILEIRO DE ORNITOLOGIA

 

            De acordo com deliberação da Sociedade Brasileira de Ornitologia, em sua assembléia geral ordinária realizada em Florianópolis, durante o VIII CBO, decidiu-se o local-sede para o próximo congresso. A cidade escolhida foi Curitiba e a organização ficará ao encargo de Pedro Scherer-Neto do Museu de História Natural Capão da Imbuia, com a participação logística da Universidade Estadual de Londrina/UEL, Universidade do Oeste do Paraná/UNIOESTE e Mülleriana: Sociedade Fritz Müller de Ciências Naturais. A princípio, a data do evento ficou definida como a última semana de julho de 2001.

 

 

CRÔNICA

 

Aos professores...

Há algum tempo atrás, recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física, que recebera nota "zero". O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma "conspiração do sistema" contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial e eu fui o escolhido.

            Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia:

 

            - Mostrar como pode-se determinar a altura de um edifício bem alto com o auxílio de um barômetro.

 

            A resposta do estudante foi a seguinte:

 

            - Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e, em seguida, levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício.

 

            Sem dúvida, era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredito. Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria  caracterizada uma classificação para um curso de Física, mas a resposta não confirmava isso. Sugeri então que fizesse uma outra tentativa para responder a questão. Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquele que eu imaginei lhe seria um bom desafio.

            Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder a questão; isto após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de fisica. Passados cinco minutos ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o teto da sala.

            Perguntei-lhe, então, se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida, e não tinha tempo a perder. Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade tinha muitas respostas, e estava justamente escolhendo a melhor. Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse.

            No momento seguinte ele escreveu esta resposta:

 

            - Va ao alto do edifício, incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo de queda desde a largada ate o toque com o solo. Depois, empregando a formula h = 1/2gt2 calcule altura do edifício

           

            Perguntei, então, ao meu colega, se ele estava satisfeito com a nova resposta, e se concordava com a minha disposicao em conferir praticamente nota máxima a prova. Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo. Ao sair da sala lembrei-me que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema.

            Embora já sem tempo, não resisti a curiosidade e perguntei-lhe quais eram estas respostas.

 

            - Ah, sim! - disse ele - há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro.

            Perante a minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações:

 

            - Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício. Depois, usando uma simples regra de três, determina-se a altura do edifício.

 

            - Um outro método básico de medida, aliás bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espacadas da altura do barômetro. Contando o numero de marcas ter-se-á a altura do edifício em unidades barométricas.

 

            - Um método mais sofisticado seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois "g", e a altura do edifício pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença. 'Finalmente', concluiu, 'se não for cobrada uma solução fisica para o problema, existem outras respostas. Por exemplo, pode-se ir ate o edifício e bater a porta do sindico. Quando ele aparecer; diz-se: Caro Sr. síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o Sr. me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente

 

            A esta altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta 'esperada' para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto com as tentativas dos professores de controlar o seu raciocinio e a cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas, que ele resolveu contestar aquilo que

considerava, principalmente, uma farsa."

 

(Crônica distribuída pela Internet, de autoria desconhecida).

 

 

QUEM É QUEM NA BIODIVERSIDADE?

 

A Base de Dados Tropical - BDT (Fundação André Tosello, Campinas) está reformulando o banco de dados "Quem é quem em biodiversidade no Brasil" que está on line desde 1992. No final do ano passado, desenvolvemos um sistema de alimentação remota, com validação de dados, através da Internet. Cada especialista tem total domínio sobre seus dados, podendo alterar o cadastro com sua própria senha.
A função desse banco de dados é "mapear" a situação nacional - o que está sendo feito em biodiversidade, quais as linhas de pesquisa, quem faz o que, em que área temática e em que lugar do Brasil. Esperamos também contribuir para que haja um maior intercâmbio e interação entre especialistas da área e entre a comunidade científica e demais setores da sociedade. Este banco de dados faz parte da Rede Brasileira de Informação em Biodiversidade (BINbr), desenvolvido em parceria com o Ministério do
Meio Ambiente. Assim, para aqueles que ainda não o fizeram, solicitamos o seu cadastramento no banco de dados, o que pode ser feito no endereço: http://www.binbr.org.br/quem. Mais informações com Dora Ann Lange Canhos (dora@bdt.org.br).

 

 

VII ENCONTRO NACIONAL DE ANILHADORES DE AVES

 

            De acordo com informação apresentada durante o VIII CBO, está programada a realização do VII ENAV, na cidade de Fortaleza, por iniciativa da Universidade Estadual do Ceará. O encontro será realizado na segunda semana de julho de 2001. Maiores informações podem ser obtidas com João Luiz Xavier do Nascimento (joaoluiz@openline.com.br).

 

 

CADASTRO DE ORNITÓLOGOS DO PARANÁ

 

            Encontra-se em plena atividade o "Cadastro de Ornitólogos do Paraná" cujo objetivo é acumular informações sobre os pesquisadores que se dedicam ao estudo da Ornitologia ou às ciências com ela correlatas. A proposta é facilitar o acesso a pesquisadores por meio de um sistema central de informações.

            Envie seus dados cadastrais: NOME COMPLETO, ENDEREÇO E TELEFONE RESIDENCIAL E INSTITUCIONAL, ENDEREÇO ELETRÔNICO E OUTRAS INFORMAÇÕES para Alberto Urben-Filho (mulleriana@milenio.com.br ou tel. 01441-3656335). Algo parecido está sendo feito em âmbito nacional por José Flávio Cândido-Jr. (jflavio@certto.com.br).

 

CONSULTA BIBLIOGRÁFICA

           

Encontram-se disponíveis on line, diversas opções para consultas bibliográficas através da biblioteca da UFPR. Para acessá-las, basta entrar na home-page http://www.ufpr.br  e procurar pelo SIBI (Sistema Integrado de Bibliotecas), no qual pesquisas podem ser realizadas. Periódicos podem também ser localizados através do link CCN (Cadastro de Catálogos Nacionais). Boa pesquisa!

 

 

INTERCÂMBIO

 

+ Procuro informações, experiências de campo e literatura sobre dispersão de ovos de peixes por aves. Por favor contacte Carolina W.Kfuri (carowk@yahoo.com.br).

 

+ Estamos buscando registros inéditos (de campo, museus ou mesmo de literatura) de Todirostrum cinereum no Paraná. Pretendemos fazer uma revisão da distribuição geográfica da espécie no Paraná e traçar um mapa de distribuição potencial, pois estamos identificando uma frente de colonização por aves diferente das tradicionalmente conhecidas. Por favor contacte com Fernando C.Straube (juruva@milenio.com.br) ou Alberto Urben-Filho (mulleriana@milenio.com.br).

 

+ Buscamos registros de Leptotriccus sylviolus (= Phylloscartes sylviolus) no Paraná ou áreas adjacentes. Por favor contacte com Fernando C.Straube (juruva@milenio.com.br) ou Alberto Urben-Filho (mulleriana@milenio.com.br).

 

 

INSTITUIÇÕES

 

Centro de Estudos Ornitológicos (São Paulo/SP)

Fundado em 29 de setembro de 1984, é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, com objetivos de congregar pessoas interessadas em Ornitologia e temas correlatos, desenvolver estudos ornitológicos, contribuir para a conservação da natureza em geral e das aves em particular e para a educação ambiental da população.

Os associados, atualmente em número de 100, se reúnem todo segundo sábado do mês, às 14:00 horas, no Anfiteatro do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, na Cidade Universitária. As reuniões são abertas a todos os interessados. A programação consta de palestras, mesas-redondas, audiovisuais, debates e discussões sobre ornitologia e preservação da natureza. Entre os associados do CEO encontram-se desde proeminentes ornitólogos profissionais até observadores de aves amadores e principiantes.

O CEO edita o Boletim CEO, periódico semestral destinado à publicação de trabalhos sobre ornitologia e preservação da natureza, que é distribuído aos associados e a aproximadamente 400 instituições nacionais e estrangeiras. Mensalmente os associados recebem o Clippign do CEO, uma resenha de notícias ornitológicas e ambientais, bem como uma agenda de eventos.

Periodicamente o CEO ministra Cursos de Observação de Aves, destinados a despertar o interesse das pessoas em geral pelas aves e por sua preservação, estimulando uma modalidade de vivência contemplativa da natureza. Mantém também diversos projetos e programas em andamento, visando o estudo e a preservação das aves.

O "Programa Jardim Ecológico" objetiva orientar os cidadãos a criarem em suas próprias residências “mini-estações ecológicas”, ampliando as condições de sobrevivência de plantas e animais, em especial das aves. O Programa já editou as apostilas “Como atrair aves para o Jardim Ecológico” e “Plantas que atraem aves” e mantém uma "lista de discussão" sobre o assunto na Internet.

No "Projeto Unidades de Conservação", o CEO colabora realizando Excursões Científicas a estas unidades, realizando levantamentos de suas avifaunas, sugerindo e participando de programas específicos de preservação destas áreas. Também neste projeto estimula e colaborara com levantamentos e orientações técnicas visando a implantação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural.

O “Projeto Canarinho” propõe a criação desta espécie em cativeiro e sua reintrodução em áreas protegidas onde foi extinta localmente.

O "Projeto de Levantamento da Avifauna dos Parques, Praças e Demais Áreas Verdes da Cidade de São Paulo", organizou em um banco de dados as informações disponíveis sobre a ocorrência das espécies de aves nesta Cidade, bem como continuará este levantamento de dados de forma sistemática.

O CEO participa anualmente do "Festival Mundial das Aves", promovido pela BirdLife International, entidade de proteção das aves, com o evento local “Observando as aves de outubro”, em que equipes observam aves em diversos locais, em uma manhã de domingo próxima do dia 5 de outubro, Dia Nacional das Aves.

A campanha permanente: “Lugar de animal silvestre é na natureza” objetiva desestimular o gosto pela manutenção de animais silvestres como animais de estimação, o que é responsável pelo tráfico de animais silvestres e pela extinção e ameaça de extinção de diversas espécies.

O CEO apoia o CBRO - Comitê Brasileiro de Estudos Ornitológicos, órgão autônomo sediado no CEO e edita o boletim Nattereria, deste Comitê.

Os associados contribuem com uma anuidade de R$20,00.

Contactos: Caixa Postal 64532 - 05402-970 - São Paulo, SP; ceo@ib.usp.br; http://www.ib.usp.br/ceo. Telefax (11)3683-7225 ou 9938-9949 (Luiz Fernando de A.Figueiredo)

 

 

PROCURA-SE AJUDANTES DE CAMPO !

 

Estou precisando de ajudantes em campo para o trabalho de campo de minha tese de doutorado sobre ecologia de Thamnophilus caerulescens, na região dos campos gerais, durante o período de agosto de 2000 a março de 2001. Mais informações contactar Angelica K.Uejima (mariakazue@xmail.com.br).

 

 

COMPRAS

 

Paisagens sonoras do Planeta: Paraná. CD de autoria de Beto Bertolini, contendo 44 composições de cantos de aves paranaenses, obtidas em diversas regiões do Estado, dentre elas o Parque Nacional do Iguaçu, a Serra do Mar e a Ilha de Superagui. Para informações on line sobre os lançamentos, audio clips, reportagens, vendas e distribuição, contacte a página da CD-Nature: http://www.cdnature.com.

 

 

EVENTOS

 

II Taller Practico de Observadores de Aves Urbanas de Cali em Cali, Colômbia, entre 7-9 e 15-16 de setembro de 2000. Informações: avescali@eudoramail.com.

 

Taller "La transformación de los ecosistemas en el tropico de America Latina" na Universidade de los Andes, Venezuela, entre 25 e 30 de setembro de 2000. Informações: estrada@ciens.ula.ve ou lsarmien@ciens.ula.ve

 

IV Jornada Nacional e I Simposio Internacional de Ornitologia na Universidade Nacional del Altiplano, Facultad de Ciencias Biologicas, Puno, Peru, entre 11 e 15 de setembro de 2001. Informações: Dante Choquehuanca Panclas (jnaves@latinmail.com) ou na página oficial da Jornada: http//www.gratisweb.com/albeca70.

 

XVIII Encontro Anual de Etologia no Campus da Pedra Branca, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, entre 14 e 17 de outubro de 2000.Informações: http://www.cfh.ufsc.br/~eto/

 

MUDOU DE NOME

 

1. Se você ainda usa o nome Macropsalis creagra para designar o nosso popular curiango-tesoura, atualize-se. Segundo descoberta de José Fernando Pacheco e Bret Whitney, o nome correto deve ser Macropsalis forcipata. A confusão deveu-se a um erro em cascata inexplicavelmente divulgado no indispensável "Peters' Checklist of the birds of the world" de 1940. Depois disso, Meyer de Schauensee em seu clássico A guide to the birds of South America, repetiu o erro, de forma que passou despercebido na literatura corrente a partir de então. O nome Caprimulgus forcipatus de Nitsch, 1840, tem prioridade sobre Hydropsalis creagra de Bonaparte, 1850, sendo portanto, seu uso obrigatório. O artigo foi publicado no Bulletin of the British Ornithologists' Club, volume 118, número 4, páginas 259 a 261.

 

2. Igual ao problema anterior temos vários outros casos que envolvem datas de descrições e a validade dos táxons envolvidos. É o caso da outra espécie de curiango-tesoura, antes chamada Hydropsalis brasiliana, mas que deve ser tratada como Hydropsalis torquata, segundo o mesmo artigo citado acima. Sobre os argumentos que originalmente revalidaram o H.torquata consulte também: Teixeira, 1992: As fontes do Paraíso, um ensaio sobre a Ornitologia no Brasil holandês (1624-1654), publicado na Revista Nordestina de Biologia volume 7, páginas 1-149. Ambas as espécies foram descritas na mesma obra (Gmelin, 1789), mas a prancha de H.brasiliana antecede a de H.torquata. Nesse caso, embora a primeira tivesse prioridade, a figura apresentada como base para a descrição não permite o reconhecimento da espécie como tal. Desta forma deve-se utilizar o segundo nome, Hydropsalis torquata.

 

 

PERIÓDICOS PARA PUBLICAÇÃO

 

Arquivos de Ciências Veterinárias e Zoologia da UNIPAR (Universidade Paranaense, Umuarama, PR): revista científica publicada semestralmente pelo Curso de Medicina Veterinária da Faculdade de Ciências Agrárias e Tecnológicas da Universidade Paranaense. A revista destina-se a publicar trabalhos de pesquisa inéditos, artigos de revisão, notas prévias e técnicas, relatos de caso, resumos de teses e opiniões críticas sobre livros-texto que representem contribuição signiticativa para o conhecimento nas áreas de Medicina Veterinária, Zootecnia ou Zoologia. Contactos: Elza Maria Galvão Ciffoni (editora). Praça Mascarenhas de Moraes s/nº. Umuarama, PR. 87502-210. Tel. (01444)6212828; fax (01444)6225368; e-mail: arqvet@unipar.com.br;  http://www.unipar.com.br/arqvet/.

 

Opinião: Embora seja um periódico voltado bastante às ciências veterinárias, temos visto, nos últimos números, vários artigos de biologia geral e história natural (por enquanto apenas de mamíferos e peixes) (FCS).

 

 

SUGESTÕES PARA LEITURA

 

&   "Quem são os Xetá?" (Museu Paranaense)

CD-ROM interativo sobre os índios que viviam no noroeste do Paraná e foram descobertos por uma expedição realizada à região da Serra dos Dourados (atualmente município de Ivaté), na década de 50. O CD foi editado pelo Museu Paranaense e Celepar (Companhia de Informática do Paraná). O grupo original dos Xetá foi extinto, restando atualmente oito indivíduos dispersos no meio urbano e em reservas indígenas parananenses, misturados com representantes de outros troncos linguísticos. Foi utilizada grande parte do acervo cinematográfico de Vladimir Kozák para essa edição, a qual conta, ainda, com outros tópicos, como povoamento no Paraná, música Xetá (incluindo pequenos trechos) e imagens animadas (pequenos trechos de filmagens). Informações sobre a obra e aquisições: Museu Paranaense. Praça Generoso Marques, s/nº. Centro. Curitiba, PR. 80520-280. Tel. (01441) 3225595, fax (01441) 2225824.

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&    "Vida y obra del sabio Bertoni: Moisés Santiago Bertoni (1857-1929) un naturalista suizo en Paraguay" (Danilo Baratti e Patrizia Candolfi).

Uma verdadeira obra-prima biográfica sobre o naturalista Moisés Bertoni, que deixou a Suiça para dar início a uma monumental obra de observação na América do Sul. Após indas e vindas pela Argentina, estabeleceu-se no Paraguai em uma vila denominada Puerto Bertoni onde montou um centro de pesquisas com biblioteca, museu e laboratórios. Esse livro, como consta na contra-capa, segue os caminhos, os sonhos e as derrotas desse personagem excepcional e contraditório, do sábio suíço que se apaixonou pelo Paraguai e permaneceu para sempre no coração do povo paraguaio. Com 334 páginas, fartamente ilustradas (inclusive com um mapa do Paraguai oriental, confeccionado pelo próprio Bertoni), contém uma biografia geral do homenageado, um ensaio crítico sobre sua contribuição, cópias de documentos (cartas) por ele expedidos e diversos outros tópicos de relevante interesse. Moisés era pai de Arnoldo Winkelried Bertoni, autor do "Aves nuevas del Paraguay" e do "Fauna Paraguaya", além de vários artigos científicos, surgidos evidentemente por influência do pai. Pedidos podem ser enviados à Editora Helvetas. Azara 2159 e/Mayor Bullo y 22 de Setiembre. Asunción, Paraguay. Tel ++59521202321/++59521205607;fax++59521214424.

e-mail: helvetas@sce.cnc.una.py.

 

 

ESCREVA DIREITO!

 

1. Ao referir-se a números, seguidos de unidades de grandeza, prefira sempre o Sistema Internacional de Unidades (SI), cuja utilização é obrigatória, pela Constituição brasileira, na redação de obras técnicas e oficiais. Por exemplo, quando for abreviar "dez quilômetros" escreva: 10 km, ou seja, dez + espaço + abreviatura de unidade métrica. Lembre-se que a abreviatura do prefixo "quilo-" (103) é um "k" minúsculo e que não há ponto após a abreviatura. Embora essa sugestão pareça ingênua, foram computadas quase duas centenas de erros de utilização de unidades e abreviaturas de grandezas do SI durante a revisão dos resumos apresentados no VIII Congresso Brasileiro de Ornitologia.

 

2. Mesmo que seja ele consagrado, evite o vocábulo "transecto". Ele não consta em nenhum dos bons dicionários da língua portuguesa e possui uma forma alternativa e correta: transecção. Trata-se o tal "transecto" de um anglicismo, ou seja, um vocábulo proveniente de língua inglesa, modificado para o português.

 

 

LIVRO PARA DOAÇÃO.

 

Quero doar, os dois volumes do livro "Ornitologia Brasileira: uma introdução" (H.Sick), da primeira edição, de 1985. Os livros não estão muito bem conservados, mas poderão ajudar as pessoas que deles precisam, mas não dispõem de recursos para comprar, por enquanto, a nova versão. Interessados devem enviar mensagem para meu endereço eletrônico (juruva@milenio.com.br) e preencher os seguintes requisitos: ser estudante, tenha pouca grana na conta e assumir um compromisso tácito de doá-lo para outra pessoa, caso adquira a nova edição ou resolva abandonar a Ornitologia algum dia. O autor da primeira mensagem que chegar leva o livro. Apresse-se!

Gostaria de estimular todos os proprietários dessa mesma versão do livro do Sick, e que tenham a nova edição em suas prateleiras, a repetirem esse gesto ou, no mínimo, a vendê-la a preço acessível.

 

 

COLABORE COM SUA REVISTA DE ORNITOLOGIA PARANAENSE

 

Os seguintes tópicos continuam à disposição dos leitores para que participem da nossa revista, enviando colaborações, sugestões, pedidos de auxílios e mesmo críticas. Todo o material será muito bem-vindo!

 

1. LOCALIDADES-CHAVE: Informa sobre localidades clássicas ou novas de coleta ou observação, inclusive adicionando detalhes sobre o acesso, facilidades oferecidas pelo proprietário ou órgão gestor e aspectos relevantes para pesquisa ornitológica.

 

2. PROJETOS: Descreve projetos de pesquisa em ornitologia desenvolvidas no Paraná, divulgando vários trabalhos, suas dificuldades, suas descobertas, etc.

 

3.IDÉIAS: Sugestões para pesquisas, provenientes de estudiosos que tenham algum contacto com determinado tema e que se interessem em oferecer orientação preliminar para futuros interessados no assunto.

 

4. GRUPOS DE ESTUDO: Estimula a criação de grupos para discussão e estudo, ou simplesmente divulga interesses comuns sobre algum tema ornitológico Paraná afora.

 

5. ORIENTADORES DISPONÍVEIS: Apresenta pesquisadores interessados em orientar alunos de graduação (monografias, pesquisas em geral para estudantes, estagiários) e pós-graduação (dissertações, teses).

 

6. PROCURA-SE ORIENTADOR: Apresenta alunos procurando orientador (ou sugestões de orientadores) para projetos de pesquisa, monografias, dissertações e teses.

 

7. FINANCIAMENTO: Divulga órgãos de fomento e meios para obter informações sobre eles.

 

8. EMPREGO: Informa sobre empregos permanentes ou temporários disponíveis, exigências para os candidatos e demais detalhes.

 

9. ESTÁGIOS: Divulga locais disponíveis para absorção de estagiários remunerados ou não. 

 

10. HOME-PAGES INTERESSANTES: Divulga páginas de interesse ornitológico disponíveis na internet.

 

11. INSTITUIÇÕES: Divulga instituições científicas cujo interesse voltam-se à Ornitologia, detalhando sua estrutura, condições de trabalho e infra-estrutura física, de equipamento, literatura, acervo, etc.

 

 

ATENÇÃO! Esse primeiro volume da ROP será distribuído para diversos pesquisadores, independente de terem demonstrado interesse em recebê-lo. A partir do próximo número, a distribuição restringir-se-á àqueles que fizeram seu cadastro. Se você quiser continuar recebendo a ROP, envie uma mensagem simples de manifestação, ao endereço eletrônico do editor (juruva@milenio.com.br) e seu nome será automaticamente incluído aos destinatários dos volumes seguintes. Caso já esteja cadastrado em nosso sistema, ignore esse aviso.

 

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EXPEDIENTE

Editor: Fernando Costa Straube

Revisores permanentes: Alberto Urben-Filho, Cassiano A.F.R.Gatto, Angelica Uejima, Michel Miretzki, Renato S.Bérnils.

Consultores: Pedro Scherer-Neto (MHNCI, Curitiba), Luiz dos Anjos (UEL, Londrina), Leny C.Milléo Costa (PUC, Curitiba), José Flávio Cândido-Jr. (UNIOESTE, Cascavel), Sandra Bos Mikich (Curitiba).

Colaboradores desta edição: Dora Ann Lange Canhos; Angelica K.Uejima; Luiz Fernando de Andrade Figueireo.

Apoio institucional: Mülleriana: Sociedade Fritz Müller de Ciências Naturais

 

 

COLABORE COM A REVISTA DE ORNITOLOGIA PARANAENSE !

Contribuições devem ser remetidas como anexo (extensão doc ou rtf) por e-mail: juruva@milenio.com.br, ou, pelo correio comum para Fernando C.Straube. Caixa Postal 1644. Curitiba/PR. 80010-970. Use formato A4, com margens 2,5/2,5/3/3 cm, letra Times New Roman 12.

   

Essa edição ficou concluída em 8 de agosto de 2000.  

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Última modificação (Last modified): setembro 09, 2001